Mirandela

Futuro da igreja do Cachão definido até ao fim desta quarta-feira

Futuro da igreja do Cachão definido até ao fim desta quarta-feira

Termina esta quarta-feira o prazo para um acordo entre o gabinete de arquitetura e a Fábrica da Igreja da Paróquia de Santo Isidro, no Cachão, Mirandela, relativamente ao pagamento de uma dívida de 14 mil euros, que aquela comissão fabriqueira tem por liquidar. Só assim será possível travar a venda da igreja. Última proposta é o pagamento em 15 meses.

O imóvel foi alvo de penhora, no passado dia 17 de novembro, devido ao incumprimento de uma decisão do tribunal judicial de Mirandela que condenou a comissão fabriqueira ao pagamento de cerca de 31 mil euros, já com juros, a um gabinete de arquitetura de Mirandela pela elaboração de um projeto para a construção de uma igreja nova, que nunca chegou a avançar.

Já foram liquidados 17 mil euros, através do "congelamento" da conta bancária da fabriqueira, mas faltam 14 mil. O advogado do gabinete de arquitetura diz agora que apresentou uma última proposta de acordo à comissão fabriqueira. "Sempre mostramos disponibilidade para o pagamento da dívida por prestações. Em princípio eram 12 meses e, agora, atendendo às dificuldades da comissão e porque até somos sensíveis a isso, alterámos para 15 meses. Ficaram de nos dar uma resposta ainda hoje", conta Alfredo Gomes.

Aquele advogado adianta as razões pelas quais ainda não foi possível um acordo. "O que sempre nos propuseram era a questão da redução da quantia exequenda, o que é completamente inconcebível porque, para isso, então, não tínhamos entrado com uma ação declarativa em tribunal com o fim de conseguir uma sentença. Ora, esse acórdão já foi proferido, já transitou em julgado, o valor da quantia exequente e da sentença é de 31 mil euros", refere.

Alfredo Gomes afirma que, caso não exista acordo, esta quinta-feira avança a quarta fase do processo, a fase da venda. "Cada vez que se entrava numa nova fase, nós tivemos sempre o cuidado, desde o início, de contactar os responsáveis da comissão fabriqueira e até da Diocese para evitar uma nova fase, porque é sempre mais uma despesa e é uma situação constrangedora, até para nós, mas nunca fomos ouvidos nas nossas pretensões", ressalva.

Ontem, "voltamos a contactar a outra parte a referir que vamos entrar na fase quatro que vai acarretar mais despesas e mais uma vez pedimos para nos dizer se queriam resolver o assunto. Disseram para esperar mais um dia antes de entrar na fase da venda", conclui.

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Resta aguardar até ao final do dia de hoje para saber se a comissão fabriqueira do Cachão aceita pagar os 14 mil euros em 15 prestações, a última proposta apresentada para conseguir travar o início do processo de venda da igreja.

O caso remonta a janeiro de 2011, quando o arquiteto diz ter sido consultado pelo Padre Abel Maia, em representação da comissão fabriqueira, a pedir a elaboração do projeto.

O acórdão do tribunal diz ter ficado provada a prestação do serviço e que nunca houve qualquer pagamento.

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