Aeródromo

Mirandela é alternativa a Vila Real para acolher aviões de combate a incêndios

Mirandela é alternativa a Vila Real para acolher aviões de combate a incêndios

Está confirmado. O aeródromo municipal de Mirandela irá acolher os dois aviões anfíbios de combate a incêndios florestais, que até ao início desta semana estavam estacionados no aeródromo de Vila Real.

"Os pilotos já estiveram a fazer testes na pista do aeródromo e comunicaram à Autoridade Nacional da Proteção Civil que existem condições para ficar aqui um centro de meios aéreos de combate a incêndios florestais", adianta a presidente da câmara de Mirandela, Júlia Rodrigues

O abatimento de parte da pista, na passada segunda-feira, que ditou o encerramento, por tempo indeterminado, daquele aeródromo, devido a questões de segurança, já levou a que aquela estrutura deixasse de receber os voos diários da carreira aérea que liga Bragança ao Algarve.

Naquele aeródromo também estava localizado um centro de meios aéreos de combate a incêndios florestais, constituído por um helicóptero (vai manter-se em Vila Real), e dois aviões anfíbios, que a Autoridade Nacional da Proteção Civil decidiu agora deslocalizar para outro aeródromo.

"Está decidido que Mirandela vai acolher os dois aviões, com os respetivos recursos humanos necessários. Serão dois pilotos, um mecânico e um operador de telecomunicações. A autarquia como detentora do aeródromo vai disponibilizar dois contentores para o pessoal e ainda colocar uma bomba de combustível que vai ficar em definitivo naquela estrutura", assegura a autarca.

Júlia Rodrigues não tem dúvidas que esta decisão "é uma mais-valia para a própria dinâmica do aeródromo municipal". Apesar de não adiantar se está nos planos da autarquia aumentar a extensão da pista, que atualmente só tem 700 metros, garante que a prioridade passa pela construção de uma torre. "É um investimento que já estava previsto, porque o Aero Clube de Mirandela já tem muitos pilotos de ultra-leves e existem outras aeronaves que podem fazer escala neste aeródromo com melhores condições", afirma.

Refira-se que o Aero Clube local tem uma escola de pilotagem de ultraleves, desde 2009, e desde então já deu formação a cerca de 30 alunos.

Desde há algum tempo que a direção tem vindo a reivindicar à autarquia a criação de infraestruturas que considera importantes para o aeródromo, entre eles, a construção de uma torre, a formação de agentes de informação de tráfego aéreo, a construção de um hangar, a pavimentação da placa de estacionamento e a criação de caminhos de rolagem e instalação de luzes para aterragem noturna dos helicópteros do INEM.

Para já, a única certeza, é que o aeródromo de Mirandela é a alternativa escolhida pela Autoridade Nacional da Proteção Civil para instalar o centro de meios aéreos de combate a incêndios florestais, com dois aviões anfíbios, que até aqui estavam estacionados no aeródromo de Vila Real.