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"Pedimos um cemitério e ninguém quer ir para lá"

"Pedimos um cemitério e ninguém quer ir para lá"

Manuel Gonçalves, 79 anos, viu-se um dia mais consciente do mortal que é. Na Palorca, aldeia de Mirandela onde nasceu, se criou, triunfou e onde quer ficar para todo o sempre, não havia cemitério.

À falta de um mais perto, teria lógica ser sepultado nos Avidagos, que já foi a sede de freguesia. Mas, "para aí nunca!". E então lá tratou de comprar, por 50 contos (250 euros) um espaço no cemitério de Abreiro, outra freguesia próxima.

O que ele não cuidou foi que Arménio Vaz, o presidente da atual união de freguesias de Avidagos, Navalho e Pereira, haveria, entretanto, de atender à reivindicação de longa data do povo da Palorca - reduzido por estes dias a 16 almas (incluindo uma criança de 20 meses e outra de 13 anos) - e construir o tão ansiado cemitério. "Agora ando a ver se vendo o "lote" em Abreiro e não há maneira", diz Manuel, resignado, apoiado nas canadianas. Tendo sítio para "descansar em paz" na sua terra já ninguém o tira de lá.