Solidariedade

Produtores de morango em aldeia de Mirandela sem mãos a medir para as encomendas

Produtores de morango em aldeia de Mirandela sem mãos a medir para as encomendas

É já o segundo exemplo na região transmontana de que os apelos nas redes sociais e na comunicação social resultam.

Depois dos caprinicultores terem conseguido vender todos os cabritos, e mais que houvesse, na altura da Páscoa, agora é a vez dos cinco produtores de morango da pequena freguesia de São Pedro Velho (Mirandela), onde garantem que se colhem "os morangos mais doces de Portugal", também serem surpreendidos por uma enorme onda de solidariedade.

O presidente da Junta de Freguesia, Carlos Pires, anunciou recentemente o cancelamento da edição deste ano da Feira do Morango que estava agendada para os dias 9 e 10 de maio. O evento acontece há onze anos consecutivos e assegurava a venda de cerca de dez toneladas, das 100 toneladas que produzem anualmente.

O receio de prejuízo devido aos efeitos pandemia cessou após os apelos dos produtores. "O telefone não tem parado de tocar. Foi um espírito solidário por parte de milhares de portugueses que nos contactaram por Messenger, por sms, por telefone, por e-mail, foi uma coisa impressionante o movimento que se criou para ajudar no escoamento do morango", revela o presidente da junta.

Apareceram compradores de Norte a Sul do País. "Houve inclusivamente grandes grupos nacionais e estrangeiros e vários armazenistas da região", adianta Carlos Pires.

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Também a câmara de Mirandela garantiu a compra de uma tonelada de morangos. "Decidimos comprar 200 quilos a cada um dos cinco produtores para incentivar esta atividade que é muito importante no nosso concelho", explica a presidente do município, Júlia Rodrigues.

A pandemia da Covid-19 podia ser um enorme travão no escoamento do morango de São Pedro Velho, mas nos últimos dias os pedidos de encomendas têm sido de tal ordem que os produtores já têm dificuldade em ter capacidade de resposta.

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