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Torre de Moncorvo

Dois aviões bombardeiros espanhóis juntam-se ao combate às chamas do maior incêndio do norte

Dois aviões bombardeiros espanhóis juntam-se ao combate às chamas do maior incêndio do norte

Dois aviões bombardeiros espanhóis estão a ajudar no combate a um incêndio de grandes proporções que lavra desde as 13.47 horas de terça-feira em Trás-os-Montes. Durante a noite, várias casas estiveram ameaçadas pelo fogo e a GNR evacuou seis idosos residentes na Quinta das Peladinhas, em Torre de Moncorvo, "por cautela".

Os aviões bombardeiros espanhóis juntaram-se ao combate às chamas cerca das 8.30 da manhã desta quinta-feira, numa altura em que o incêndio tinha três frentes ativas. Com as chamas a evoluírem desfavoravelmente, durante a madrugada, foi acionada uma equipa do Posto de Comando Operacional Distrital de Coimbra, às 6.30 horas, e mobilizados quatro pelotões militares, às 7.10.

Segundo informação da Proteção Civil, às 9 horas desta quinta-feira, 724 operacionais, dos quais 574 bombeiros, participavam no combate às chamas, apoiados por 169 veículos.

O incêndio deflagrou às 13.47 horas de terça-feira e ameaçou várias aldeias no concelho de Mogadouro, nomeadamente Bruçó, Estevais e Quinta das Quebradas, mas também em Alfândega da Fé e Freixo de Espada à Cinta.

Já arderam centenas de hectares de mato, olivais e amendoeiras, gado e anexos de casas.

Durante a noite de quarta-feira, as chamas eram visíveis a vários quilómetros quando se aproximavam de Carviçais, outra aldeia de Torre de Moncorvo, onde a estrada que liga à localidade de Macieirinha foi cortada ao trânsito na zona dos Carrascos do Pinto.

A população descrevia um cenário dantesco e temia pelas consequências das chamas durante a noite.

Ao final da tardede quarta-feira, a aldeia de Estevais esteve cercada pelas chamas, que cerca das 20 horas se encontravam a menos de 20 metros de uma zona habitacional, o que levou a evacuação de várias casas e à retirada de seis pessoas da povoação de Quinta das Peladinhas, Mogadouro.

O incêndio, que já foi considerado o maior que deflagrou este ano no Norte do país, começou na terça-feira em Ferradosa, no concelho de Alfândega da Fé, mas graças às condições atmosféricas de calor e vento, associadas às condições propícias dos terrenos cobertos de mato, depressa se propagou para outros concelhos.

* com Augusto Correia