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Dominado incêndio que lavrava em Bragança desde terça-feira

Dominado incêndio que lavrava em Bragança desde terça-feira

Está dominado o incêndio que lavrou na região de Bragança durante 46 horas. A meio da manhã desta quinta-feira, os quase 600 bombeiros presentes no terreno conseguiram controlar as chamas, que chegaram a ameaçar várias localidades, obrigando à evacuação de algumas habitações.

A informação, na página da Proteção Civil, dá o incêndio como dominado, em todo o perímetro, ás 10 horas. Confirmaram-se, assim, as expetativas de Marco Martins, Adjunto de Operações na Autoridade Nacional de Protecção Civil, que registava "condições otimistas para o combate ao incêndio", cerca das 9.45 horas desta manhã.

Dois aviões bombardeiros espanhóis juntaram-se ao combate às chamas cerca das 9.30 horas desta manhã. Marco Martins sobrevoou a área de helicóptero e constatava, antes das 10 horas, a existência "de pequenos focos de incêndio, em áreas dominadas, que não oferecem perigo".

Em declarações à SIC Notícias, esta manhã, o Adjunto de Operações na Autoridade Nacional de Protecção Civil revelou que os bombeiros sentiram "muitas dificuldades durante a noite", mas foi conseguido "um combate eficiente às chamas, graças ao esforço de todos os envolvidos".

Com o nascer do dia, Marco Martins diz que se verificavam, a meio desta manhã, condições favoráveis ao combate ao incêndio, que conta com o apoio de dois bombardeiros espanhóis, que entraram em ação cerca das 8.30 horas desta quinta-feira, quando o incêndio tinha ainda três frentes ativas.

Com as chamas a evoluírem desfavoravelmente, durante a madrugada, foi acionada uma equipa do Posto de Comando Operacional Distrital de Coimbra, às 6.30 horas, e mobilizados quatro pelotões militares, às 7.10.

Segundo informação da Proteção Civil, às 9.40 horas desta quinta-feira, 724 operacionais, dos quais 574 bombeiros, participavam no combate às chamas, apoiados por 169 veículos.

O incêndio deflagrou às 13.47 horas de terça-feira e ameaçou várias aldeias no concelho de Mogadouro, nomeadamente Bruçó, Estevais e Quinta das Quebradas, mas também em Alfândega da Fé e Freixo de Espada à Cinta.

Já arderam centenas de hectares de mato, olivais e amendoeiras, gado e anexos de casas.

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