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Grandes prejuízos agrícolas e florestais no incêndio de Moncorvo

Grandes prejuízos agrícolas e florestais no incêndio de Moncorvo

O presidente da Câmara de Torre de Moncorvo indicou que, numa primeira estimativa, a área ardida no incêndio que deflagrou na quinta-feira em Adeganha e Cardanha ultrapassa os mil hectares, tendo causado "elevados prejuízos agrícolas e florestais".

"Numa primeira análise, estimamos que o fogo tenha destruído uma área de mato e floresta superior a mil hectares. Há elevados prejuízos no setor apícola e da cortiça e vamos de imediato fazer um levantamento da situação para podermos ajudar quem quase tudo perdeu", concretizou Nuno Gonçalves à Lusa, esta sexta-feira.

O autarca vincou que arderam vários armazéns nos Estevais, Cardanha e Adeganha, os quais tinham no seu interior alfaias agrícolas e outros utensílios ligados à lavoura, sendo importante fazer esse levantamento dos estragos, para depois ser comunicado ao mistério da Agricultura e outras entidades competentes.

"Temos de ajudar estas populações e agendar uma reunião com o ministério da Agricultura e outras entidades responsáveis, porque o incêndio limpou praticamente toda área afeta às aldeias de Estevais, Cardanha e Adeganha", vincou o autarca do distrito de Bragança.

Nuno Gonçalves indicou que o incêndio está dominado, mas têm havido vários reacendimentos devido às altas temperaturas que se fazem sentir na zona da Cardanha e Adeganha e "a preocupação das bombeiros e proteção civil está focada nesta situação adversa".

Segundo a Proteção Civil de Torre de Moncorvo, ao longo da tarde vai-se fazer o rescaldo da área ardida, "mas sempre atentos a eventuais reacendimentos".

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O Comandante Operacional Distrital de Operações e Socorro (CODIS) de Bragança, João Noel Afonso, havia dito à Lusa que durante a tarde de quinta-feira viveram-se alguns momentos de aflição, tendo sido necessário reorganizar o dispositivo nas três aldeias para salvaguardar as populações.

O alerta para o incêndio na União de Freguesias de Adeganha e Cardanha foi dado às 14.41 horas de quinta-feira.

Segundo a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), consultada às 15 horas, estão hoje empenhados no combate às chamas 132 bombeiros apoiados por 50 viaturas, e cinco meio aéreos e seis máquinas de rastos.

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