Incêndios

Castelo Branco ativa Plano Municipal de Emergência

Castelo Branco ativa Plano Municipal de Emergência

A Câmara de Castelo Branco decidiu esta terça-feira ativar o Plano Municipal de Emergência, devido ao fogo que progride no concelho, o mesmo que afeta o Fundão.

O Plano Municipal de Emergência foi ativado às 22.30 horas, face à "gravidade da catástrofe", importando "agilizar a resposta" às populações afetadas, explanou o presidente da Câmara, Luís Correia.

Segundo o autarca, o incêndio que lavra no concelho do Fundão e em Castelo Branco entrou hoje "com muita força" na localidade do Louriçal do Campo, onde o fogo tinha deflagrado, no domingo.

"Foram três dias muito difíceis, mas hoje foi, na verdade, o mais difícil", frisa Luís Correia, contando que casas devolutas arderam e "puseram em perigo e afetaram ligeiramente casas vizinhas".

Contabilizam-se também quintais ardidos e propriedades agrícolas, fundamentais para uma população que tem na agricultura um meio de subsistência.

O fogo, aclara, começou no domingo "perto do Louriçal do Campo e foi para São Vicente da Beira, uma freguesia vizinha, passou por um lado da aldeia de Casal da Serra e regressou em direção ao Louriçal, onde entrou com muita força e com uma velocidade muito grande".

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Os aceiros feitos durante a noite à volta da aldeia não foram suficientes para travar o fogo, notou.

Antigo Colégio de São Fiel foi consumido pelas chamas

O antigo Colégio de São Fiel, situado na aldeia de Louriçal do Campo, concelho de Castelo Branco, e integrado no programa Revive, foi hoje consumido pelas chamas.

O antigo colégio jesuíta está integrado no programa Revive, lançado pelos ministérios das Finanças, Cultura e Economia, que prevê a concessão a privados de imóveis históricos degradados para que sejam recuperados.

As chamas entraram no Colégio de São Fiel "ao final da tarde" e, por volta das 22 horas, ainda estava a arder no interior, disse o presidente da Câmara de Castelo Branco, Luís Correia.

"Ardeu na sua totalidade", notou, sublinhando que o edifício estava fechado e abandonado.

No entanto, "é um património importante para a freguesia, que marcou a sua história", salientou Luís Correia, considerando que o facto de o edifício ter sido consumido pelas chamas "poderá complicar" o processo de recuperação do colégio, através do programa Revive.

O Colégio de São Fiel, criado no sopé da Serra da Gardunha, foi construído na segunda metade do século XIX.

De acordo com a página do programa Revive, este edifício continha "importantes laboratórios e equipamentos de ensino" e possuía "um observatório meteorológico que funcionou até 1910, um museu zoológico e um valioso herbário".

Neste espaço, Egas Moniz, prémio Nobel da Medicina, "concluiu os seus estudos secundários".

No âmbito do programa Revive, estava previsto afetar a totalidade da área do imóvel ao uso turístico, excluindo a área de campo de jogos e piscina.

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