Castelo Branco

Nova Dielmar​​​​​​​ vai produzir para a Hugo Boss

Nova Dielmar​​​​​​​ vai produzir para a Hugo Boss

Têxtil de Castelo Branco comprada por grupo de Barcelos deve reabrir em março com serviço para a marca alemã.

As ex-trabalhadoras da Dielmar, empresa de confeções de Alcains, Castelo Branco, vendida em processo de insolvência ao grupo Valerius, de Barcelos, estão a ser convocadas para ações de formação com início a 7 de fevereiro, confirmou esta sexta-feira ao JN, Anabela Leitão, representante da maioria das ex-funcionárias da Dielmar. E quando a fábrica reabrir, previsivelmente no início de março, já tem um cliente famoso à espera. Segundo apurou o JN, a marca alemã Hugo Boss já acordou com o novo proprietário encomendas para vários anos.

A chamada das antigas trabalhadoras está a ser feita pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional e é vista como o "primeiro sinal" da reabertura daquela unidade fabril que fechou portas em agosto com 248 funcionários. Segundo a porta-voz das ex-funcionárias, começa a sentir-se um "respirar de alívio" após um "arrastar de muitos meses" do processo. "Ansiávamos tanto por isto, que alguém pegasse na fábrica, porque não há oportunidades de emprego na zona. A Valerius comprou e é com esta empresa que vamos trabalhar para o sucesso que todos procuramos", assegura.

O Grupo Valerius adquiriu a Dielmar em leilão por 275 mil euros, com o voto unânime dos cerca de 350 credores. Foi a única empresa a apresentar proposta para comprar a têxtil fundada em 1965. Consta da proposta a criação de 210 postos de trabalho, a maioria provenientes da Dielmar, aproveitando assim a experiência de muitas ex-trabalhadoras. Está igualmente previsto a renovação de toda a maquinaria fabril.

A empresa, que já procedeu ao pagamento dos 275 mil euros, está agora a ultimar as condições para o arrendamento da unidade fabril com o Fundo Imobiliário Especial de Apoio às Empresas, dono do imóvel. A administração da Valerius não respondeu ao pedido de informações do JN.

Os imóveis da Dielmar, que não entraram no negócio com o grupo Valerius, vão ser vendidos em leilão. Em causa estão três edifícios em Lisboa, Porto e Alcains, avaliados em mais de três milhões de euros.

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