Castelo Branco

Rejeitado pelo PS, Luís Correia avança como independente

Rejeitado pelo PS, Luís Correia avança como independente

A candidatura de Luís Correia, ex-presidente da Câmara envolvido em polémicas judiciais e que acabou por perder mandato no ano passado, é a maior surpresa das próximas eleições autárquicas. O PS escolheu outro candidato e Luís Correia avança como independente.

Apesar dos seus 20 anos de experiência autárquica (como vereador e, depois, como presidente), pesa sobre Luís Correia o facto de ter perdido o mandato, em julho do ano passado, por causa de um crime de prevaricação que o Tribunal Fiscal e Administrativo deu como provado, com a decisão inicial a ser entretanto validada em sucessivos recursos. Já no processo criminal, os juízes tiveram entendimento diferente, absolvendo Luís Correia. Está em curso a apreciação do Tribunal da Relação de Coimbra, após recurso interposto pelo Ministério.

Os socialistas, habituados a conquistar a autarquia com maiorias absolutas, desde 1997, escolheram o atual diretor regional do Instituto de Emprego e Formação Profissional e também presidente da Junta de Freguesia da cidade, Leopoldo Rodrigues, como cabeça de lista.

O PSD, na Oposição desde que o PS é poder, escolheu o ex-diretor de agrupamento de Escolas Amato Lusitano, João Belém.

O partido RIR, fundado por Vitorino Silva (Tino de Rans), estreia-se nas autárquicas de Castelo Branco com Jorge Azevedo, funcionário administrativo. O mesmo acontece com o Chega, que lança o empresário Rui Paulo Sousa.

Margarida Paredes, antropóloga, escritora e investigadora aposentada, vai concorrer pelo Bloco de Esquerda. Pela CDU, lidera a candidatura Felicidade Alves Anacleto, 70 anos, professora aposentada, pela CDU.

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Nas eleições de 2017, e devido a redução do número de habitantes recenseados, o concelho perdeu dois mandatos no Executivo. O PS conseguiu 58,7% dos votos e cinco mandatos, enquanto o PSD ficou com dois, correspondentes aos seus 23,2% de votos.

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