Incêndio

Mais de 16 mil hectares de área ardida na Serra da Estrela

JN/Agências

Área ardida na Serra da Estrela

Foto Patricia De Melo Moreira / Afp

Mais de 16 mil hectares já arderam na Serra da Estrela, entre os distritos de Castelo Branco e Guarda.

Segundo informação consultada pela Lusa no sistema de vigilância europeu Copernicus, às 15.30 horas, a área ardida neste fogo é de 16.310 hectares.

Na quinta-feira de manhã, estavam contabilizados perto de 10 mil hectares de área ardida.

A página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil dá conta de que à mesma hora estavam mobilizados para o combate às chamas 1661 operacionais, apoiados por 467 viaturas e 12 meios aéreos.

O incêndio deflagrou na madrugada do dia 6 em Garrocho, no concelho da Covilhã, no distrito de Castelo Branco, e as chamas estenderam-se depois ao distrito da Guarda, nos municípios de Manteigas, Gouveia, Guarda e Celorico da Beira.

Em causa está uma área de parque natural, classificada, mas, segundo uma resposta enviada à Lusa pela Comissão Nacional da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), "nada indica que o geoparque da Estrela perca tal classificação apenas por motivos relacionados com um fogo florestal".

"As avaliações competem às instâncias dos Geoparques Mundiais da Unesco, que as levam a cabo de quatro em quatro anos, para aferir do cumprimento, por parte dos geoparques, dos objetivos e condições que levaram à sua criação, pelo que, não sendo da sua competência, a Comissão Nacional não irá efetuar nenhuma avaliação", indicou.

O Estrela Geopark, classificado pela Unesco em 2020, inclui parte ou a totalidade dos nove municípios que se estruturam em torno da serra da Estrela (Belmonte, Celorico da Beira, Covilhã, Fornos de Algodres, Gouveia, Guarda, Manteigas, Oliveira do Hospital e Seia), segundo o seu sítio na Internet. Tem uma área de 2.216 quilómetros quadrados.

Ainda de acordo com este 'site', os geoparques da Unesco "são áreas geográficas bem delimitadas, onde os sítios e paisagens de importância geológica internacional são geridos a partir de uma visão holística de proteção, educação e desenvolvimento sustentável".

Ao início da tarde, o incêndio mantinha uma frente ativa de maior preocupação entre os concelhos da Guarda e Celorico da Beira, mas durante a noite, segundo a Proteção Civil, "foi possível fazer um trabalho bastante significativo de consolidação" das operações.

O vento e a orografia têm sido as principais preocupações no combate às chamas, durante o qual, na quinta-feira, o capotamento de um veículo provocou cinco feridos, três deles com maior gravidade.

Continuam internados dois destes feridos, um deles em estado grave, segundo fonte hospitalar.

A Câmara da Guarda indicou que no concelho arderam quatro casas de segunda habitação, quatro palheiras e várias casas devolutas.

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