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Penamacor

Socialistas outra vez desafiados pelas dissidências

Socialistas outra vez desafiados pelas dissidências

A divisão dos socialistas em matéria de eleições autárquicas é já uma tradição neste concelho.

Recuemos à década de 90 do século passado. Domingos Torrão era vereador e vice-presidente da Câmara de Penamacor, durante a gestão do socialista José Luís Gonçalves, com quem entraria em rotura. Torrão candidatou-se a presidente, em 2001, numa lista independente apoiada pelo PSD e impôs ao PS uma derrota histórica.

Voltaria, com o passar dos anos, a candidatar-se com as cores do PS, liderando a Câmara até 2013, altura em que a lei de limitação de mandatos o obrigou a sair. Quatro anos depois, em 2017, voltou a candidatar-se, perdendo as eleições para o seu sucessor socialista, António Luís Beites, que seria reeleito com o melhor resultado para o PS em mais de 20 anos.

As "guerras internas" no PS são conhecidas na Concelhia, na Assembleia Municipal e até na vereação. Recentemente, a vereadora do PS Sandra Vicente entregou o pelouro do associativismo, depois de várias intervenções públicas em que criticou a estratégia levada a cabo pelo presidente do Executivo. Sinais de que os socialistas continuam desavindos.

Em 2021, António Luís Beites, vai de novo como cabeça de lista pelo PS (em 2017, alcançou 65%), para tentar um terceiro mandato.

Mas, a tradição de dissidência socialista mantém-se: Anselmo Cunha, antigo presidente da Assembleia Municipal neste concelho raiano, pelo PS, é candidato independente e o partido volta a dar sinais de divisão no concelho de onde é natural António José Seguro, que já presidiu à Assembleia Municipal, e Jorge Seguro, seu primo e atual secretário de Estado. Nenhum deles, no entanto, está envolvido na política local.

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