Incêndio

Nove bombeiros e um civil feridos no fogo da Sertã

Nove bombeiros e um civil feridos no fogo da Sertã

O número de feridos no incêndio que lavra no concelho da Sertã, distrito de Castelo Branco, aumentou para 10, nove bombeiros e um civil.

"No que diz respeito a feridos, no teatro de operações da Sertã, temos o registo de 10 feridos, nove dos quais bombeiros e um civil", explicou Miguel Oliveira, comandante de serviço na ANEPC, em Carnaxide, Oeiras, acrescentando que "está a ser avaliada e atualizada" a informação acerca do estado clínico destes feridos.

"O incêndio está a ceder aos meios de combate e temos apenas uma frente ativa na zona mais a sul, virada para Ereira", afirmou fonte do Comando Distrital de Operações e Socorro (CDOS) de Castelo Branco, destacando que "as expectativas são favoráveis no sentido de debelar o incêndio durante o período noturno".

Segundo o comandante operacional distrital (CODIS), Francisco Peraboa, a Estrada Nacional 2, entre Vila de Rei e Sertã, continua "cortada ao trânsito por questões de segurança e de trabalho dos operacionais", referindo que na localidade de Cumeada as pilhas de madeira armazenadas no exterior de uma fábrica "foram atingidas pelas chamas", mas que "as instalações estão livres em perigo".

Além deste fogo, que se iniciou às 14.50 horas na localidade de Marmeleiro e que conta atualmente com 578 operacionais apoiados por 175 viaturas, há ainda outros dois incêndios de grandes dimensões: um que deflagrou às 18.22 horas no concelho de Miranda do Corvo, distrito de Coimbra, e outro, que começou pelas 13.30 horas, em Ervões, no concelho de Valpaços, distrito de Vila Real.

No incêndio que lavra no concelho de Miranda do Corvo estão 567 operacionais e 169 veículos.

"Neste momento não temos uma projeção [perspetiva para as próximas horas sobre os três incêndios]. Os meios foram colocados no terreno e esperamos que esta noite se consiga debelar estas situações, vamos esperar para irmos atualizando", frisou este operacional.

Segundo o comandante Miguel Oliveira, a maior preocupação no combate aos incêndios tem sido a salvaguarda da vida humana.

"Acima de tudo, a maior preocupação será sempre a proteção das vidas e, de facto, esse tem sido um dominador comum ao longo de toda a tarde. E é para isso e também para a resolução destas situações que foram mobilizados estes meios, a fim de aproveitar esta janela de oportunidade da noite para tentar resolver estes incêndios", referiu este operacional da ANEPC.