Incêndios

Fogo chega a Vila Velha de Ródão e obriga à evacuação de aldeia

Fogo chega a Vila Velha de Ródão e obriga à evacuação de aldeia

O incêndio que lavra em Mação passou, esta quarta-feira à tarde, para o concelho de Vila Velha de Ródão e obrigou à evacuação da localidade de Gardete.

Duas dezenas de habitantes desta localidade estão a ser levados para Fratel. "Temos uma situação muito grave. O incêndio de Mação chegou ao concelho de Vila Velha de Ródão, junto à aldeia de Gardete, quase na extremidade do concelho", explicou José Manuel Alves, vice-presidente da Câmara de Vila Velha de Ródão. cerca das 17.30 horas.

"A situação é muito crítica, mas não há ainda casas ardidas", disse.

Quanto à situação do fogo no resto do concelho, José Manuel Alves sublinhou que está calma, sendo que o foco das atenções está agora centrado em Gardete.

A A23 - Autoestrada da Beira Interior está cortada entre o nó de Abrantes e o nó de Gardete.

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Fogo em Mação preocupa

O presidente da Câmara de Mação, distrito de Santarém, disse esta quarta-feira que durante a tarde arderam duas casas em aldeias do concelho e que as chamas que lavram desde domingo estão longe de estar controladas.

Em informação prestada aos jornalistas cerca das 18 horas, Vasco Estrela disse que ardeu uma casa de primeira habitação na aldeia de Casas da Ribeira, habitada por uma idosa, e que na povoação estão ambulâncias e outros veículos de transporte para retirar cerca de 30 idosos que ali residem.

De acordo com o autarca, outra habitação, esta devoluta, em São José das Matas, também foi consumida pelas chamas. Vasco Estrela disse ainda que o número de frentes de fogo no concelho de Mação aumentou, durante a tarde, de três para "quatro ou cinco".

"A situação não melhorou nada, pelo contrário, piorou. Neste momento, com alguma certeza, podemos estar a falar de quatro ou cinco frentes de fogo, perfeitamente autónomas, para além de tudo o que pode estar pelo meio de todo o fogo e que não conseguimos controlar e perceber bem o que está a acontecer", argumentou.

Questionado sobre quais as perspetivas de evolução do incêndio - que lavra desde domingo, começou no concelho da Sertã e estendeu-se a Proença-a-Nova e Mação - o autarca comentou que "neste momento, ninguém tem perspetivas de nada face à imprevisibilidade do que está a suceder, de hora a hora e minuto a minuto".

Já sobre se os meios no terreno são suficientes para debelar o incêndio, Vasco Estrela voltou a dizer que não sabe e remeteu a resposta para "pessoas mais habilitadas".

"Aquilo que percebemos é que os bombeiros andam a correr de lado para lado a tentar chegar a todas as situações. Daí, provavelmente, pode-se inferir que os meios não são suficientes", declarou.

Fogo da Sertã lavra em zona de mato sem ameaçar habitações

O vice-presidente da Câmara da Sertã, Rogério Fernandes, disse à Lusa que o fogo que lavra no concelho desde a tarde de domingo se encontra numa zona "mais de mato do que propriamente de pinhal", sem ameaçar habitações.

"A situação já esteve mais calma do que o que está neste momento, mas estamos aqui com as máquinas de rasto", declarou o autarca Rogério Fernandes, perto das 18.30 horas, indicando que o fogo tem duas frentes, localizadas no lugar de Cortes, na freguesia de Marmeleiro.

De acordo com o vice-presidente da Câmara da Sertã, não há habitações ameaçadas, pelo que não existem aldeias evacuadas nesta tarde.

Apesar de o incêndio na Sertã não estar junto de habitações, o autarca indicou que a povoação de Naves, na freguesia de Marmeleiro, "está a 500 metros" do fogo, perspetivando que os bombeiros vão conseguir controlar a situação.

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