Construção

Hotel-fantasma teve 1,2 milhões em subsídios do Estado

Hotel-fantasma teve 1,2 milhões em subsídios do Estado

A construtora Soares da Costa e dois ex-altos responsáveis de topo da empresa estão entre os sete arguidos que o Ministério Público (MP) acaba de acusar de fraude na obtenção de subsídio e branqueamento de capitais, num processo sobre a construção de um hotel de cinco estrelas na Praia da Tocha, concelho de Cantanhede.

Segundo o MP, a Soares da Costa emitiu faturas e recibos sobre obras que não fez e serviços que não prestou, ajudando os promotores do hotel a receberem do Turismo de Portugal 1,2 milhões de euros. Um ganho ilícito que, acrescido de juros de mais de 150 mil euros, os arguidos devem ser condenados a perder para o Estado, propõe o MP do Departamento de Investigação e Ação Penal de Coimbra.

Além da Soares da Costa, o MP acusou, sempre por fraude e branqueamento, o ex-administrador e o ex-diretor financeiro da construtora, respetivamente Carlos Santos e António Teixeira, bem como as sociedades anónimas Worldhotel e Haut de Game e os seus três administradores, Fernando Lourenço, Josete Guerra e Maria Alati.

Hotel de 5,7 milhões

A história do hotel, que tem projeto de Souto de Moura (ver caixa) e nunca foi concluído, começa na década de 2000, com a venda de um terreno municipal em zona de dunas. Mas os factos deste processo ocorrem a partir de 30 de janeiro de 2010. Data em que Fernando Lourenço, Josete Guerra e Maria Alati candidataram, através da Worldhotel, o projeto de uma unidade de cinco estrelas com SPA, com investimento de 5,7 milhões de euros, ao Programa de Incentivos à Inovação do Turismo de Portugal.

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