Coimbra

Anfiteatro nasce na Quinta das Lágrimas   

Anfiteatro nasce na Quinta das Lágrimas   

Coimbra tem um novo palco, ao ar livre, entre o verde da Quinta das Lágrimas. O anfiteatro é inaugurado no dia 20, com um concerto de Bernardo Sassetti e Mário Laginha. Chama-se "Colina de Camões", em homenagem ao poeta.

Situado nas traseiras do Hotel Quinta das Lágrimas, lugar de arvoredo e fontes, o anfiteatro suporta, pelo menos, 850 pessoas sentadas. As bancadas não são contínuas; existem, entre elas, pedaços de relva que convidam à informalidade. Nos pontos mais altos, tem-se vista privilegiada sobre a torre da Universidade e o amontoado de casas. Mas a atenção centra-se no lago onde vai reflectir-se o palco, a erguer atrás.

Este é o cenário natural que pode apreciar no próximo dia 20, domingo, pelas 18 horas. Com um condimento especial: o concerto de Bernardo Sassetti e Mário Laginha. No alinhamento, um tema inédito, "encomendado" para a estreia, tendo por base os célebres amores de Pedro e Inês.

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Todavia, o espaço não pretende ser de uso exclusivo da Fundação Inês de Castro e do Hotel Quinta das Lágrimas. "Este é um espaço completamente disponível para a cidade", explicou a arquitecta paisagista Cristina Castel-Branco, autora do projecto e mulher do proprietário da Quinta das Lágrimas, José Miguel Júdice.

"Uma vez testado [o anfiteatro], é perfeitamente possível criar temporadas de actividades culturais", disse a responsável, crente de que aquele é o lugar ideal para assistir a espectáculos, não apenas de música (nomeadamente clássica e jazz), mas também de teatro.

Entre o anfiteatro propriamente dito - assente na descontrução, relativamente à infra-estrutura tradicional - e o sistema de drenagem, estão investidos quase 200 mil euros. A parte mais complicada da empreitada prendeu-se mesmo com a drenagem das águas, por ali muito abundantes. Aliás, o projecto nasceu para dar resposta a esse problema.

As bancadas da "Colina de Camões" estão apoiadas em estacas de madeira e no recinto cresce, além da relva comum, relva de sombra e de prado florido. O nome deve-se ao poeta responsável pela designação "Fonte das Lágrimas", ao narrar, n' "Os Lusíadas", a história de Pedro e Inês. "Sabemos que ele esteve aqui, embora não esteja documentado", referiu Cristina Castel-Branco.

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