O Jogo ao Vivo

Poder local

Câmara de Coimbra aprova orçamento de 174,9 milhões de euros

Câmara de Coimbra aprova orçamento de 174,9 milhões de euros

A Câmara Municipal de Coimbra aprovou, esta quarta-feira, o orçamento de 174,9 milhões de euros para 2023, com votos favoráveis da coligação Somos Coimbra e abstenção dos vereadores do PS e da CDU. O presidente fala em orçamento de rigor, enquanto a oposição aponta para contradições.

"Este é um orçamento de contenção, que procurou distribuir o mal pelas aldeias e que pensa em conter as despesas perante o aumento do preço dos materiais, energia e dos combustíveis. É um orçamento de rigor, mas esperamos continuar a trabalhar na promoção do desenvolvimento sustentado de Coimbra e na criação de emprego", afirmou o presidente da Câmara Municipal de Coimbra, José Manuel Silva.

Para o futuro, o autarca quer atrair investimento e aumentar a receita do município. "Por alguma razão somos apenas o 14.º concelho do país na receita da Câmara, temos de trabalhar na base do problema crónico de Coimbra, que são as limitações no investimento. Até hoje, sucessivos Executivos não se preocuparam em alargar as áreas industriais, promover a construção de prédios de escritórios através da dinamização económica para instalar mais empresas e isso tem limitado a capacidade de investimento. Para termos uma ideia, o último prédio de escritórios construído em Coimbra tem 42 anos. Isso é um sinal da estagnação do concelho", considerou.

PUB

Regina Bento, vereadora do PS, entende que o orçamento é de risco e com muitas contradições. "Num período de vacas magras como o presidente referiu, a Câmara Municipal e os Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra têm o maior orçamento de sempre, que obriga a um acompanhamento muito próximo para evitar derrapagens. É muito preocupante o corte na cultura, desporto, educação, que são setores importantes para as famílias e espero que não coloque em causa a subsistência das associações e clubes", defendeu.

A vereadora assegura a vigilância próxima da execução do orçamento. "O PS é um partido responsável, somos sensíveis ao contexto, mas não pode servir para tudo. Somos sensíveis à inflação que estamos a viver que se reflete nos orçamentos. Não inviabilizamos, numa oposição construtiva e responsável, a execução deste orçamento", completou.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG