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Mondego galga margens. Localidades evacuadas

Mondego galga margens. Localidades evacuadas

O rio Mondego voltou a galgar margens, levando à evacuação de localidades. A Proteção Civil avança que o caudal do Mondego terá aumentado 2200 metros cúbicos por segundo.

O caso mais grave aconteceu no concelho de Montemor-o-Velho, onde foram retiradas 204 pessoas em Formoselha, Pereira e Santo Varão. A meio da tarde, um dique colapsou, com a água a escoar para os campos agrícolas.

Em Coimbra também foram acauteladas as evacuações de populações de nove localidades. A Academia da Académica, junto aos Campos do Bolão, ficou seriamente afetada.

"Devido ao aumento do caudal do Mondego, para 2200 metros cúbicos por segundo, acima dos dois mil que são a barreira de segurança, tomámos a medida de precaução de evacuação de populações", conta o comandante distrital da Proteção Civil de Coimbra, Carlos Luís Tavares.

O colapso do dique acabou por não alterar muito a situação, uma vez que a água escoou para os campos agrícolas. "Os efeitos da saída das águas vão ser acompanhados nos próximos dias", destaca o presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, Emílio Torrão.

Carlos Luís Tavares aponta que as descargas da Barragem da Aguieira não agravaram a situação, devido à descida do caudal do rio Ceira, o que ajudou a equilibrar os caudais dos dois rios.

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População recorda cheias anteriores

"Em 2001 chegou ao meio das casas", recorda ao JN António Barranho, morador em Formoselha, Montemor-o-Velho, temendo que se repita o cenário que se viveu na localidade há quase 19 anos. "É sempre o mesmo, a água vem toda para aqui", lamenta.

O quintal de António ficou todo inundado. Perdeu algumas madeiras e morreram-lhe uns pintos. "Já sei que em situações destas acontece sempre", destaca. A situação de cheias já é uma constante na vida de António Barranho, que já perdeu a conta às vezes que teve de lidar com inundações. Mas as chuvas dos últimos dias só o recordam do que viveu em janeiro de 2001.

Na localidade de Entre-Valas, Maria Donzília via, ao início da tarde, a água a rondar a sua casa. "Ontem (anteontem) fiquei sem luz e telefone e a minha família não me conseguiu contactar", lamenta, completando que colocou todos os seus valores em segurança, com receio que a água entrasse em casa.

Em Coimbra, foram acauteladas as evacuações das populações de nove localidades de uma extensão de oito quilómetros. A Academia da Académica ficou inundada, com a direção do clube conimbricense a considerar a situação catastrófica.

"Iremos solicitar todas as ajudas possíveis e ativar todos os mecanismos, visando salvaguardar tudo aquilo que for possível, e iniciar a reconstrução de tudo o que estiver danificado irreversivelmente", anuncia a direção.

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