Saúde

Greve na Medicina Legal atrasa 35 autópsias em todo o país

Greve na Medicina Legal atrasa 35 autópsias em todo o país

Há 35 cadáveres em todo o país a aguardar autópsia, em função da greve dos médicos legistas. Em Coimbra, há três casos de corpos que estão para ser autopsiados há uma semana.

O corpo de um homem de 53 anos que foi encontrado morto num poço na Lousã, um cadáver encontrado no Cabo Mondego, na Figueira da Foz, e um outro, de um homem de 83 anos que caiu a um poço em Montemor-o-Velho, todos a 22 de junho, permanecem no Instituto Nacional de Medicina Legal de Coimbra, devendo ser esta quinta-feira autopsiados.

Os feriados municipais de segunda-feira na Lousã e na Figueira da Foz, em virtude do São João, a juntar às greves dos magistrados do Ministério Público, dos funcionários judiciais e dos médicos legistas, contribuiu para este atraso. "O caso da Lousã é o mais grave que conheço. Mas sei que esta situação está a afetar mais institutos em todo o país", conta ao JN o presidente da Associação Nacional de Empresas Lutuosas (ANEL), Carlos Almeida, considerando estar a ser "uma semana para esquecer" para as empresas lutuosas.

O dirigente entende não ter sido prudente que todos tenham feito greve ao mesmo tempo. "Juntou-se a dos magistrados do Ministério Público à dos funcionários judiciais e à dos médicos legistas. É um facto que estes profissionais têm direito à greve e a lutar pelos seus direitos, mas causou um grande constrangimento às populações. Se as greves tivessem sido em semanas consecutivas teria o mesmo impacto e não causaria tanto incómodo", defende.