Coimbra

Holocausto causa polémica no cortejo da Queima das Fitas

Holocausto causa polémica no cortejo da Queima das Fitas

Um carro alegórico do próximo cortejo da Queima das Fitas de Coimbra, denominado "Alcoholocausto", levou a que alguns elementos da comunidade académica se insurgissem contra o nome e o desenho, que alude a um comboio.

Os elementos que integram o carro alegórico entendem não se tratar de enaltecer o assassinato em massa, mas sim criticar o estado do Ensino Superior num espírito de sátira.

A situação foi lançada nas redes sociais pela professora da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC) Catarina Martins, depois de ter sido alertada por alunos da faculdade. "Creio que não vale tudo e que este é um limite que não se pode ultrapassar. Mobilizamo-nos?", escreveu a professora, levando a que outros professores também criticassem e manifestassem vontade de evitar que o nome do carro no cortejo de 5 de maio fosse esse.

"É uma brincadeira de mau gosto e uma falta de respeito pelo Holocausto. Espero que a comissão do carro de História esteja aberta à reflexão e que repense a sua responsabilidade", entende a investigadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Adriana Bebiano.
Recusam mudar o nome

Em comunicado, os estudantes de História que estão a desenvolver o carro entendem tratar-se de uma sátira ao que tem sido o cortejo, não mostrando disponibilidade para mudar o nome. "Não temos como objetivo enaltecer aquilo que foi o Holocausto, muito menos denegrir, difamar, caluniar ou desmentir o sucedido. Apenas criámos o termo "Alcoholocausto" para resumir o que nós, estudantes conscientes de História, consideramos que o Ensino Superior em Coimbra, atualmente, é. Um caos", apontam.