Coimbra

Mulher atropelada onde havia uma passadeira até há poucos dias

Mulher atropelada onde havia uma passadeira até há poucos dias

Uma mulher foi atropelada mortalmente, esta segunda-feira de manhã, ao atravessar uma rua da cidade de Coimbra num ponto onde, até há poucos dias, era visível uma passadeira para peões. Essa e outras cinco passadeiras da Rua Bernardo de Albuquerque desapareceram do asfalto, porque a Câmara Municipal de Coimbra, entre os dias 11 e 16 do corrente mês, aplicou um novo pavimento e não pintou as "zebras" que automobilistas e peões ali encontravam.

Por volta das 9 horas desta segunda-feira, um automóvel que seguia no sentido ascendente daquela rua, que liga a Cruz de Celas aos Olivais, embateu violentamente numa mulher, com 61 anos e residente no concelho de Penacova, tendo-se imobilizado "uns dez metros" após o embate, segundo disse ao JN uma fonte no local. A vítima não resistiu aos traumatismos e o seu óbito foi declarado à chegada ao hospital. Já a condutora ficou em estado de choque, mas não chegou a ser transportada pelo INEM.

Fonte da PSP confirmou que o acidente se deu entre dois sinais de trânsito verticais que, em ambos os sentidos, avisam os automobilistas para a proximidade de uma passadeira. Mas a mesma fonte relativizou a eficácia daquele tipo de sinalização vertical, sobretudo em zonas urbanas com muito "ruído" visual (vedações de obras, postes, automóveis estacionados...), para salientar a importância da sinalização horizontal.

CMC nega eleitoralismo

A repavimentação de ruas em vésperas das autárquicas tem sido vista como uma medida eleitoralista do principal partido, PSD, que governa a Câmara Municipal de Coimbra (CMC). Mas esta desmentiu tal acusação. A porta-voz da autarquia, Nina Figueiredo, sustentou que as obras de repavimentação não avançaram antes, porque só agora foi obtido visto do Tribunal de Contas para a respetiva despesa.

De resto, a Divisão de Mobilidade e Gestão de Espaços Públicos da CMC deu uma explicação para ainda não ter pintado as passadeiras da referida rua e de outras igualmente repavimentadas: "O procedimento a seguir é deixar curar o betuminoso entre uma a três semanas de modo a curar o pavimento e ser possível pintar, sem contaminação das pinturas realizadas", alegou, acrescentando que essa cura "depende do volume de tráfego existente no arruamento".

Assim, a CMC adiantou que, na rua Bernardo de Albuquerque, a pintura das suas passadeiras inicia-se já esta quarta-feira ou no dia seguinte. Nas outras ruas na mesma situação - rua Miguel Torga, rua Santa Teresa e rua Afonso Henriques - esse trabalho vai ser iniciado ainda antes - esta terça-feira, prometeu.

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