Covid-19

Músicos de rua e bares em Coimbra contestam restrições

Músicos de rua e bares em Coimbra contestam restrições

Um grupo de mais de uma dezena de músicos, que costumam atuar nas ruas e nos bares de Coimbra, contesta as medidas restritivas da Câmara Municipal, alegando que as suas atuações não interferem com as regras sanitárias impostas. O grupo quer ser ouvido pelo presidente do município.

"Com as ruas quase vazias pela falta de turistas e outras pessoas em circulação, não há a menor possibilidade de haver aglomeração de pessoas em volta de um músico. Ainda mais levando em consideração que essas próprias pessoas estão proibidas de se aglomerarem, independentemente da presença de um músico ou não. Os transeuntes passam, deixam ou não sua contribuição e vão-se embora", aponta um manifesto do grupo.

Eli McFerry, músico e porta-voz deste movimento, afirma que está sem tocar há dois meses, apesar do interesse de alguns proprietários. "Eles já consultaram a Câmara Municipal, que os informou que não podem ter música ao vivo. Mas eles já têm as suas regras, eu estou lá como mais um cliente, distanciado de todos os outros e a tocar as minhas músicas", entende.

O músico lembra que muitos vivem destas atuações e que, como tal, não têm tido fontes de rendimento nem apoios. "Nas ruas, a fiscalização também tem sido muito apertada e nós não estamos a violar as regras sanitárias", defende o artista.

O grupo reuniu na segunda-feira com o deputado do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, que assegurou levar a questão à Assembleia da República e à Assembleia Municipal de Coimbra.

"Pedimos então, que revejam urgentemente as medidas repressivas tomadas pela fiscalização da Câmara de Coimbra e polícia, sob a pena de o município, além de perder a vida artística, deixar os artistas em situações precárias e sem saída", lê-se no manifesto

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