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Piso da Zona Histórica alterado no próximo ano

Piso da Zona Histórica alterado no próximo ano

O piso da Zona Histórica da Alta de Coimbra vai ser alvo de uma intervenção por parte da Câmara, devendo os trabalhos ter início no próximo ano. A população aprova a mudança, mas está expectante em relação ao que vai ser feito.

O alerta partiu do provedor do Ambiente e Qualidade de Vida de Coimbra, Massano Cardoso, após ter recebido várias queixas de que o piso se encontra "demasiado polido, oferecendo perigo para os transeuntes". Recomendou então ao gabinete do Centro Histórico da Autarquia a análise da melhoria do piso na zona, em especial da Sé Velha e do Quebra Costas.

O director do gabinete, Sidónio Simões, afirma que o Quebra Costas "é mais perigoso" para quem circula e o projecto está mais adiantado que o da Sé Velha, estando em condições para avançar em meados do próximo ano. A construção de uma rampa no início do Arco de Almedina deverá ser a primeira intervenção, já que a zona das escadas "é mais complexa", e, enquanto único acesso a algumas habitações, é impossível cortar a circulação.

O processo está praticamente em condições de ser submetido à CMC, prevendo-se também a substituição do piso por granito. "O grande problema que se colocou até agora é que o Instituto do Património preferia calcário, mas o tráfego pedonal na zona é imenso e é incomportável o piso não ser em granito", afirma Sidónio Simões. Explica ainda que o granito tem "uma aderência muito superior e de maior duração" que o calcário, daí garantir "maior segurança e por mais anos".

Afonso Palos mora próximo do Quebra Costas, onde tem um estabelecimento há 36 anos. O fotógrafo afirma ser frequente haver incidentes devido ao piso, tendo assistido à queda de duas turistas, esta semana. No entanto, está expectante relativamente à intervenção. "Se for para fazer o que fizeram na Praça 8 de Maio (junto à CMC), acho mal", afirma.

Na livraria XM (no Quebra Costas), a funcionária Isabel Santos acredita que, no período de alteração do piso, o comércio pode ficar afectado com as obras, mas assim que estiver pronto deverá ser positivo. "Já vi aqui pessoas a cair, mas não sei se terá sido por causa do piso ou por as pessoas não usarem o calçado adequado", entende a jovem.

* Com Lusa

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