Coimbra

Produtores biológicos apostam na proximidade

Produtores biológicos apostam na proximidade

O Mercadinho do Botânico, que se realiza, ao sábado, em Coimbra, aposta na agricultura biológica e sustentável, bem como na proximidade entre produtor e consumidor. Se o cliente adoece, uma chamada basta para os artigos irem ter a casa.

Rosa Rodrigues, de 47 anos, já teve uma loja de roupa, mas, há cerca de uma década, voltou-se para a agricultura biológica. É produtora certificada e tem uma relação tão privilegiada com os consumidores que não hesita em levar-lhes as encomendas à porta, caso não possam deslocar-se ao Mercadinho, que funciona no Jardim Botânico da Universidade de Coimbra.

Dos cestos de Rosa já espreitaram cenouras roxas, alfaces, bróculos. São os primeiros produtos a desaparecer. Restam cebolas, abóboras, tupinambo (a chamada "batata dos diabéticos", explica) e, sobretudo, couves. Porque quem vai ali procura diversidade à mesa, garante a produtora, que sonha criar a sua própria exploração agrícola. "Numa exploração, o cliente leva o produto mais fresco e escolhe o que quer". Não que falte frescura neste stand. "A alface e a rúcula foram apanhadas esta manhã", assegura.

Sílvia Lontro, engenheira informática de 30 anos, acaba de encher um saco com castanhas, alfaces, cebolas, batata doce, alho francês. "Gosto de vir aqui porque compro directamente ao produtor e faço perguntas que têm sempre resposta. É serviço personalizado!", diz, sorridente.

Quanto à ideia de que os produtos biológicos são caros, Rosa Rodrigues tem opinião clara: "Isso tem de ser desmistificado. Estou a vender a batata doce biológica mais barata do que as grandes superfícies vendem a convencional. E as minhas alfaces duram, à vontade, 15 dias em casa".

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