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Professora acusada de insultar alunos na Universidade de Coimbra

Professora acusada de insultar alunos na Universidade de Coimbra

Núcleo de Estudantes de Medicina averigua queixas de discriminação sobre ilhéus e estrangeiros

Um e-mail atribuído a alunos da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra acusa uma professora de insultar alunos e de marcar falta a estudantes das ilhas e estrangeiros por considerar que estes não falam português. A direção da Faculdade desconhece a situação, enquanto o Núcleo de Estudantes adianta ter recebido o e-mail e estar em averiguações.

Segundo o e-mail, a que o JN teve acesso, a professora terá identificado uma aluna como "gorda" ao perguntar se esta estava a faltar à aula. É também falado que a professora "é conhecida por comentários xenófobos; por marcar faltas (mesmo que estejam presentes na aula) a alunos de Erasmus pelo simples facto de estes não falarem bem ou não falarem de todo português e por marcar faltas (mesmo que estejam presentes na aula) a alunos que se enganem nos passos durante a realização de técnicas em contexto de aprendizagem".

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Ainda segundo a queixa, "também marcou falta a um aluno açoriano pelo simples facto de ele ser açoriano e a doutora considerar que este não fala português. Para que não hajam dúvidas, o aluno açoriano estava presente na aula, ela é que considerou que ele não era português e marcou-lhe falta por causa disso", lê-se no e-mail.

É ainda referido que tinham sido apresentadas queixas ao Núcleo de Estudantes de Medicina da Associação Académica de Coimbra, ao Conselho Pedagógico da Faculdade e ao diretor, bem como ao Conselho de Escolas Médicas Portuguesas.

"Não recebemos qualquer queixa formal, o que recebemos foram relatos anónimos", contou esta quarta-feira ao JN a presidente do Núcleo de Estudantes da Associação Académica de Coimbra, Maria Loio. Completa que, perante a gravidade do conteúdo dos relatos, estes não foram desvalorizados, estando o Núcleo a averiguar. Relativamente à direção da Faculdade, e segundo o que o JN apurou, há um desconhecimento total da situação, tendo havido há poucos dias uma reunião do Conselho Pedagógico sem que se tenha falado do assunto. O JN contactou ainda o Conselho de Escolas Médicas Portuguesas, questionando se tinham recebido alguma queixa, mas não recebeu resposta.

O JN ligou esta quarta-feira para a Faculdade de Medicina para falar com a professora envolvida mas não conseguiu.

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