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Psicólogas da Câmara de Famalicão ajudam a gerir as emoções da pandemia

Psicólogas da Câmara de Famalicão ajudam a gerir as emoções da pandemia

Catarina Alves e Márcia Brilhante são as psicólogas que dão voz e ajudam, há um ano, através da linha de apoio criada pela Câmara, famalicenses à beira de uma depressão por causa da pandemia. Às vezes, apetece-lhes chorar com eles, mas acreditam que das cerca de 40 pessoas por quem já foram contactadas, conseguiram "aconselhar, tranquilizar e fornecer estratégias".

É num pequeno gabinete na Câmara que trabalham diariamente. Ouvem os medos, a solidão e o isolamento agravado pelas contingências do vírus. Foi nesse sentido que rumou o trabalho de Márcia Brilhante e Catarina Alves. Normalmente, os pedidos de ajuda vêm de idosos. Mas há exceções. "Uma mulher, na casa dos 40 anos", conta Márcia, começou a chorar ininterruptamente, a ter suores e sensações de desmaio. "Tinha muito medo de contrair o vírus e de o passar à família", observa. Não ia às compras e tinha ataques de pânico. "Tivemos de desmistificar que ataques eram esses e trabalhar a forma de lidar com o medo, que é algo que todos temos", explica a psicóloga.

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