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Situação de cheia melhorou mas caudal do Mondego terá de baixar mais

Situação de cheia melhorou mas caudal do Mondego terá de baixar mais

A água está "a baixar consideravelmente" em todo o vale, mas o caudal do rio Mondego tem de estar abaixo dos 500 m3/s para ficar confinado ao seu leito, afirmou esta terça-feira o comandante distrital.

"Neste momento as coisas estão muito mais tranquilas", registando-se uma diminuição do nível da água em todo o vale do Mondego, afetado pelas cheias, disse à agência Lusa o comandante distrital de operações de socorro (CODIS) de Coimbra, Carlos Luís Tavares.

Segundo o CODIS de Coimbra, está-se a tentar que o caudal fique abaixo dos 500 m3/s, por forma a "pôr o rio Mondego dentro do seu leito", estando neste momento na ordem dos 575 m3/s.

Num voo com técnicos da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Carlos Luís Tavares pôde verificar que existe um corte no rio principal de cerca de 50 metros, que está "consolidado", e um outro corte de cerca de 100 metros no leito periférico direito.

"Existe agora alguma tranquilidade e sinais positivos de evolução", vincou Carlos Luís Tavares.

Os efeitos do mau tempo da semana passada, na sequência das depressões Elsa e Fabien, provocaram três mortos e deixaram 144 pessoas desalojadas, registando-se mais de 11.600 ocorrências, na maioria inundações e quedas de árvores.

O mau tempo levou também a condicionamentos na circulação rodoviária e ferroviária, danos na rede elétrica e a subida dos caudais de vários rios, provocando inundações em zonas ribeirinhas das regiões Norte e Centro, em particular no distrito de Coimbra.

No rio Mondego, a rutura de dois diques provocou cheias em Montemor-o-Velho, onde várias zonas foram evacuadas e uma grande área, incluindo muitas plantações, estradas e o Centro de Alto Rendimento, ficou submersa.

A situação começou a ter na segunda-feira os primeiros sinais positivos de melhoria e diminuição do grau de risco, segundo a Proteção Civil.

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