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Corpos resgatados: Quem são as vítimas da derrocada em Borba

Corpos resgatados: Quem são as vítimas da derrocada em Borba

O presidente da Proteção Civil considerou este sábado que está encerrada a operação na pedreira em Borba (Évora), depois de ter ter sido "feito tudo aquilo que podia e devia ser feito", frisando ser "praticamente impossível" haver mais vítimas.

"Do ponto de vista da Proteção Civil, consideramos que a operação está encerrada", disse o presidente da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), Mourato Nunes, numa conferência de imprensa no quartel dos Bombeiros de Borba.

Segundo o responsável, que falava depois de ter sido recuperado o corpo da quinta vítima mortal do deslizamento de terra e derrocada de um troço da estrada 255 para pedreiras locais, "nunca" se pode dizer que uma operação desta natureza, com vítimas, "encerrou bem".

As vítimas mortais são dois trabalhadores da pedreira que estavam a laborar no momento da derrocada e três homens que seguiam em dois veículos na estrada 255.

Este sábado foi retirado o corpo de Fortunato Ruivo, 85 anos, do Alandroal. Estava dentro da viatura onde seguia no fatídico dia 19 em direção a uma loja de informática em Vila Viçosa.

Na sexta-feira, dia 30, foram recuperados os corpos de dois cunhados de Bencatel: José Rocha, de 53 anos, e Carlos Lourenço, de 37.

Dois trabalhadores da pedreira, Gualdino Pita, de 49 anos, e João António Xavier, de 58, foram retirados, dia 20 e dia 24, respetivamente.

"Quando há vítimas, uma operação nunca é um êxito", mas, "face às circunstâncias, que já sabíamos que havia vítimas, e face àquilo que era possível fazer num espaço temporal o mais curto possível e sem provocar a ocorrência de mais vítimas, eu direi que foi feito tudo aquilo que podia e devia ser feito", realçou.

Questionado pelos jornalistas sobre a possibilidade de existirem mais vítimas do acidente no plano de água da pedreira mais profunda, o presidente da ANPC argumentou que "garantias absolutas não existem", mas tal é "praticamente impossível".

"O que há é a probabilidade elevadíssima de que recolhemos todos os corpos, todas as vítimas que estavam na pedreira, face às descrições que temos, que não são muitas, mas são as possíveis, face ao conhecimento que existe na autarquia e nas juntas de freguesia das pessoas da área desaparecidas e face aos conhecimentos que as forças de segurança têm dos desaparecidos naquela data" em que ocorreu o acidente, frisou.

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