Évora

Circulação ferroviária na Linha do Alentejo retomada um ano depois

Circulação ferroviária na Linha do Alentejo retomada um ano depois

A circulação ferroviária na Linha do Alentejo, suspensa há mais de um ano devido a obras, é retomada, este domingo, com oito ligações diárias em dias úteis entre Lisboa, Évora e Beja, cidade que perdeu as ligações directas.

A circulação de comboios na Linha do Alentejo, suspensa desde maio de 2010 devido a obras de modernização e electrificação do troço Bombel/Vidigal-Évora, é retomada, este domingo, "em condições de manifesta competitividade face à anterior oferta", disse a directora de comunicação da CP, Ana Maria Portela.

Segundo a responsável, a partir de hoje, entre Lisboa, Évora e Beja serão efectuadas oito ligações diárias nos dias úteis (quatro em cada sentido) e seis aos fins de semana e feriados (três em cada sentido).

Já que a linha entre Lisboa e Évora está electrificada, as viagens entre estas duas cidades serão efectuadas directamente, via Intercidades e em locomotivas eléctricas.

Nos comboios mais rápidos, a viagem entre Évora e a estação do Oriente em Lisboa, ponto de partida ou destino final de cada viagem, irá durar uma hora e 36 minutos, menos 28 minutos do que a anterior oferta.

Dado que o troço entre Casa Branca e Beja não está electrificado, porque ficou de fora das obras de electrificação da Linha do Alentejo, a CP acabou com quatro ligações diárias directas via Intercidades entre Lisboa e Beja e "optou" por passar a efectuar a viagem através do Intercidades entre Lisboa e Évora e com transbordo em Casa Branca.

Os passageiros da ligação entre Lisboa e Beja viajarão em Intercidades entre Lisboa e Casa Branca, onde farão transbordo para uma automotora diesel que fará o trajecto entre Beja e Casa Branca.

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Segundo Ana Portela, o serviço entre Beja e Casa Branca será feito através de "automotoras diesel modernizadas" e com conforto "equivalente" ao dos comboios Intercidades.

Apesar de parte da viagem ser em automotora e do transbordo em Casa Branca, a ligação entre Beja e a estação do Oriente, em Lisboa, irá durar menos "quatro ou cinco minutos" do que a oferta anterior.

O fim das ligações directas em Intercidades entre Beja e Lisboa e a defesa da electrificação do troço Casa Branca-Beja já motivaram duas manifestações em Beja e uma petição já entregue na Assembleia da República com 15.071 assinaturas.

Segundo Ana Portela, a nova oferta "responde perfeitamente" e de "um modo muito mais sustentável", económica e ambientalmente, à procura para Beja.

Por outro lado, "não seria uma boa decisão de gestão", para assegurar ligação directa entre Lisboa e Beja, "fazer circular, sob troço electrificado, uma locomotiva diesel, prejudicando o restante tráfego, multiplicando os custos da Linha do Alentejo e duplicando o custo de operação" no troço Lisboa-Casa Branca.

Através do novo modelo, "a CP apresenta claras vantagens face à oferta de transporte rodoviário colectivo" da Rede Nacional de Expressos, aos níveis do conforto oferecido e da duração das viagens entre Lisboa e as cidades de Évora e Beja, frisou.

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