Concentração

Manifestantes "pela liberdade" consideram presença do Chega em Évora "uma afronta"

Manifestantes "pela liberdade" consideram presença do Chega em Évora "uma afronta"

Ana Paula Fitas, professora universitária, é uma de muitas pessoas que se encontra esta sexta-feira na Praça do Geraldo, em Évora, na "concentração pela liberdade", organizada por um conjunto de cidadãos contra a escolha do partido "Chega" de organizar a II convenção no concelho.

"Considero que a escolha da cidade de Évora para realizar a convenção do partido Chega, conotado com a extrema-direita, não é inocente. Trata-se de uma provocação. Évora é uma cidade de liberdade, democrática, símbolo do 25 de abril", defendeu.

Sobre o caráter cultural desta concentração, a docente defende que partidos como o Chega "minimizam a cultura como motor do desenvolvimento dos povos". "Não respeitam os princípios da ética republicana, designadamente o respeito dos direitos humanos".

Semelhante ideia é defendida por Carla Rosado, empresária: "Évora é uma cidade da liberdade, contra os fascistas". "A escolha da cidade para a convenção do partido Chega é uma provocação"' defende.

Até ao momento, encontram-se na Praça do Giraldo cerca de 600 manifestantes, sendo esperados 1500, segundo a organização.

A Praça está dividida em dois, havendo elementos da Polícia de Segurança Pública a revistar as carteiras de quem passa, por uma questão de segurança.

Carla Dias, produtora cultural, considera que a presença do Chega em Évora "é uma afronta". "Évora é um território com mais de 40 anos de liberdade, depois do 25 de abril".

Já Florence Melen, técnica de desenvolvimento local, diz ao JN que a presença na concentração "está relacionada com a paz": "Venho manifestar-me pela paz". Sobre a presença do partido Chega na Praça do Giraldo, espera que " corra tudo bem".

Segundo a assessora do Chega, ainda "há poucos" apoiantes junto da Porta da Lagoa, porque "muitos ainda estão a fazer acreditação na zona onde vai decorrer a convenção".

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