Covid-19

Quatro utentes infetados de lar de Évora ficam internados

Quatro utentes infetados de lar de Évora ficam internados

Quatro utentes de um lar ilegal em Évora infetados com covid-19 ficaram internados no hospital da cidade e outros nove tiveram alta, depois de serem avaliados na urgência, disse este domingo fonte da unidade hospitalar.

Fonte do Gabinete de Comunicação do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE) indicou à agência Lusa que, até às 12 horas deste domingo, 13 utentes do lar tinham sido transportados para a área dedicada à covid-19 do serviço de urgência.

"Todos os doentes foram avaliados e quatro ficaram internados na enfermaria covid-19", precisou a mesma fonte, referindo que os outros nove "não têm critério de internamento", pelo que "aguardam no HESE para voltar para o lar".

Os utentes do lar começaram a ser transportados para o hospital de Évora no sábado à noite para "confirmação de eventuais critérios de internamento" nesta unidade, segundo a Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo.

A Autoridade de Saúde Pública e o Agrupamento dos Centros de Saúde (ACES) revelaram que, do total de 39 pessoas testadas no lar, "até ao momento estão confirmados 29 utentes e sete funcionários positivos" para a doença causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2.

Utentes transferidos para residência universitária

Os utentes de um lar ilegal em Évora infetados com covid-19 que não necessitam de internamento vão ser transferidos para uma residência universitária, disse fonte da Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo.

A mesma fonte indicou à agência Lusa que os utentes do lar que foram avaliados no Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE) e que "tiverem alta hospitalar" vão "regressar temporariamente ao lar até estarem asseguradas as condições para a sua transferência para uma estrutura alternativa".

"A Proteção Civil e a Segurança Social têm já identificada uma residência de estudantes da Universidade de Évora" para a instalação dos utentes do Lar da Quinta da Sizuda, situado na periferia da cidade alentejana, adiantou.

O primeiro caso positivo detetado neste lar foi o de um idoso que foi transportado, na quinta-feira, para o HESE, onde fez o teste à doença.

Na sexta-feira, foram realizados testes aos restantes utentes e a todos os funcionários do lar, os quais, segundo informou a câmara municipal, no sábado de manhã, resultaram em 39 positivos, nomeadamente 29 idosos e 10 trabalhadores, embora agora a Autoridade de Saúde apenas confirme sete funcionários.

O presidente da Câmara de Évora, Carlos Pinto de Sá, revelou que o lar está ilegal porque se localiza numa zona da cidade cujo plano de urbanização não permite a instalação deste tipo de instituições.

No sábado, as autoridades avaliaram os idosos com covid-19 e as condições da instituição, para decidir sobre uma eventual evacuação do espaço, mas a mesma não se verificou durante o dia, tendo também sido avaliados locais para onde os utentes possam eventualmente ser transferidos.

Em conferência de imprensa, o autarca de Évora anunciou que, além do primeiro caso de covid-19, outro utente do lar também está internado no HESE, ambos em enfermaria, e que "70 anos é a idade média das pessoas" que estão na instituição.

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