Pandemia

Utentes de lar ilegal em Évora transportados para residência universitária

Utentes de lar ilegal em Évora transportados para residência universitária

Os 21 utentes do lar ilegal em Évora infetados com covid-19 que não estão hospitalizados vão ser transportados, terça-feira ou quarta-feira, para a residência universitária cedida pela Universidade de Évora.

Segundo o presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Pinto de Sá, "no final da noite de ontem a Autoridade de Saúde fez chegar a decisão de proceder ao realojamento dos utentes. O lar está neste momento preparado na residência universitária que foi cedida pela Universidade de Évora".

Sobre a dificuldade em arranjar pessoal técnico para substituir os trabalhadores do Lar que se encontram infetados, o autarca adiantou que "a Segurança Social acabou de garantir que já tem a equipa mínima que pode avançar". "Estão a proceder a testes a essa equipa. No dia de hoje alguns desses cuidadores irão entrar no Lar para terem alguma ligação aos utentes. Entre amanhã e quarta-feira irá ocorrer o realojamento dos utentes", frisou.

Relativamente aos testes feitos aos familiares e pessoas que tiveram em contacto com os infetados, Carlos Pinto de Sá esclareceu que, neste momento, "existem seis casos positivos na comunidade, relacionados com este surto".

"Ontem, foram feitos 123 testes. Hoje estão a decorrer 231 testes, que são assegurados pela Saúde Pública, que está a fazer o acompanhamento de todos os contactos, no sentido de se apurar eventuais contágios e colocar em quarentena, vigilância os casos que são necessários", explicou.

Confrontado pelos jornalistas sobre a existência de um contágio comunitário, o autarca disse que, para já, há um "risco". "É provável que alguns estabelecimentos e instituições tenham de entrar em quarentena. O risco é elevado. Por precaução já há alguns estabelecimentos fechados. Um dos espaços encerrados é um hipermercado", ressalvou.

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