Covid-19

Lar de Reguengos diz não ter sido ouvido no inquérito da Ordem dos Médicos

Lar de Reguengos diz não ter sido ouvido no inquérito da Ordem dos Médicos

O conselho de administração da Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva (FMIVPS) lamenta não ter sido ouvido, no âmbito do inquérito realizado pela Ordem dos Médicos, ao surto de covid-19, que surgiu no lar da instituição, e no qual morreram 18 pessoas.

"O conselho de administração da FMIVPS não foi ouvido nem teve qualquer oportunidade de se pronunciar por escrito, apesar de ter demonstrado total disponibilidade para colaborar com todas as entidades no sentido da resolução deste grave problema de saúde pública", refere em comunicado a Instituição.

Referindo-se ao inquérito que a Ordem dos Médicos decidiu realizar, que se destinou a avaliar as circunstâncias clínicas deste surto, o mesmo conselho de administração diz "que todos os membros deste Conselho se apresentaram presencialmente no Pavilhão Multiusos do Parque de Exposições da cidade de Reguengos de Monsaraz, local onde esta comissão de inquérito esteve durante algumas horas".

Sobre as conclusões, o referido conselho de administração diz "não conhecer qualquer documento resultante dessas averiguações ou auditoria, exceto o que já foi veiculado nos órgãos de comunicação social ao longo dos últimos cinco dias".

"Sem o conhecimento integral desse documento, entende o conselho de administração da FMIVPS que não tem condições para tecer qualquer comentário ou esclarecimento em relação às notícias que vieram a público", explica.

"A partir da eclosão do surto todas as decisões que envolveram os utentes desta resposta social respeitaram integralmente as instruções técnicas da Autoridade de Saúde Pública (ASP) e restantes autoridades de saúde e Segurança Social, neste último caso enquanto entidade tutelar, defende o concelho de administração da Fundação.

"Recordamos que o Lar da FMIVPS ficou quase sem recursos humanos disponíveis pelo que teve que recorrer à Autoridade Municipal de Proteção Civil, a qual solicitou a ajuda das Forças Armadas Portuguesas logo nos primeiros dias do surto", salienta.

De acordo com a Auditoria da Ordem dos Médicos, o lar de Reguengos de Monsaraz onde um surto de covid-19 matou 18 pessoas não cumpria as normas da Direção-Geral da Saúde.

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