Covid-19

Surto em lar de Reguengos de Monsaraz pode já estar na comunidade

Surto em lar de Reguengos de Monsaraz pode já estar na comunidade

Quarenta utentes e 16 funcionários da estrutura residencial para idosos (ERPI) Lar da Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva testaram positivo à covid-19, disse ao JN Augusto Santana Brito, responsável da Autoridade Local de Saúde Pública do Alentejo Central.

"Entre os dias 18 e 19 testámos 83 residentes e 105 funcionários, sendo que 40 utentes e 16 funcionários deram positivo. Ainda estamos a aguardar o resultado de alguns testes", referiu.

Segundo Augusto Santana Brito, "no dia 18 soubemos da existência de um caso positivo porque uma senhora foi transportada para o Hospital de Évora e fez o teste à covid-19. Nessa altura iniciámos logo a investigação e conseguimos testar todos os funcionários e residentes no lar em Reguengos de Monsaraz".

De acordo com o mesmo responsável, neste momento as autoridades de saúde estão a analisar todos os contactos dessas pessoas dentro do lar, na comunidade, para definir situações de risco que poderão implicar a intervenção de novas testagens. "Todos os positivos e os seus contactos estão isolados, na instituição ou nas suas residências", salientou.

Em consequência deste surto terminaram as visitas, as atividades e as refeições em conjunto também cessaram e cessou a atividade da creche que fica adjacentes à Estrutura residencial ao lar.

"Está a ser criada uma área limitada que vai permitir separar os residentes positivos dos negativos e a reconstituição de equipas que trabalham só com os positivos ou ó com os negativos", disse e continuou: "foram reforçadas as medidas de arejamentos dos espaços e de desinfeção de superfície".

Questionado pelos jornalistas, Augusto Santana Brito explicou que na sequência da investigação epidemiológica "estão referenciados contactos em outras áreas do concelho" e em concelhos vizinhos.

"A ideia que temos é que a infeção está instalada na comunidade Já identificámos contactos de pessoas infetadas no concelho de Reguengos e noutros concelhos, como é o caso de Mourão", referiu.

De acordo com o presidente da Administração Regional de Saúde do Alentejo, José Robalo, "do total dos utentes só temos um internado no hospital que está em enfermaria".

"Neste momento aquilo que está a ser feito o próprio centro de saúde está a avaliar todos os utentes no sentido de saber quais precisam de cuidados mais diferenciados e eventualmente serem enviados para urgência hospitalar", referiu.

Segundo Filomena Araújo, da Autoridade Regional de Saúde," esta situação não era nada que nós não tivéssemos à espera. Só mostra a necessidade da população e todos os agentes responsáveis, das diferentes instituições, manterem o estado de prontidão para reagir e também para prevenir".

"O Alentejo tem sido considerado uma zona segura e considero que ainda é possível manter essa situação. É preciso que as pessoas individualmente sejam responsáveis pelo seu comportamento", concluiu.

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