Albufeira

Albufeira pondera fazer declaração de calamidade pública

Albufeira pondera fazer declaração de calamidade pública

A Câmara Municipal de Albufeira acredita que estão reunidas as condições para a declaração do estado de calamidade pública, que permitirá injetar dinheiros públicos na recuperação das zonas afetadas pelas inundações.

"Já se percebeu que estamos perante uma calamidade, bem maior do que aquela que aconteceu em setembro de 2008. A nossa preocupação neste momento é sensibilizar a Câmara Municipal para a dimensão dos estragos, que não pense só nos estragos públicos mas também nos estragos dos comerciantes", considerou o presidente da Associação de Comerciantes, Luís Alexandre.

"Era bom que a Câmara sensibilizasse o Governo para a declaração de calamidade para que pudesse haver verbas públicas para resolver muitos dos graves problemas que estão aqui levantados", disse, em declarações à Antena 1.

Também aos microfones da rádio pública, José Rolo, vice-presidente da Câmara de Albufeira disse, esta manhã, que considera estarem reunidas as condições para a declaração de calamidade pública na região, após as inundações que destruíram inúmeras habitações e estabelecimentos comerciais.

"Eventualmente, pela dimensão dos estragos causados pela chuva, podem estar reunidas as condições para fazer um pedido de declaração de calamidade pública", disse o vice presidente da autarquia, José Carlos Rolo.

O autarca frisou, contudo, que ainda não foi feito o levantamento total dos estragos causados pela chuva intensa que inundou dezenas de estabelecimentos na baixa de Albufeira, situação "ainda vai ser avaliada de forma criteriosa e objetiva".

As operações de limpeza já estão em curso, envolvendo funcionários municipais, mas essencialmente, as pessoas afetadas pelas inundações, que deixaram um rio de lama. "Há um número significativo de habitações que foi afetado e estamos a falar de uma recuperação que poderá levar alguns dias, senão semanas", disse o comandante dos Bombeiros de Albufeira, à Antena 1.

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Bombas para esgotamento de águas, veículos para apoio da remoção de detritos são alguns dos meios dos bombeiros que que vão estar no terreno a ajudar a limpar a zona afetada pelas cheias.

Em declarações à Lusa, o presidente da Associação de Comércio e Serviços da Região do Algarve (ACRAL), Victor Guerreiro, salientou que a situação provoca um duplo prejuízo aos comerciantes, já que durante um período indeterminado de tempo estarão impedidos de realizar receita.

"Além do prejuízo direto causado pelas cheias, os comerciantes ainda têm que limpar, fazer obras e comprar novas máquinas, o que implica um tempo de fecho e de inoperacionalidade que vai impedir a recuperação de receita", afirmou.

Segundo aquele responsável, os seguros nem sempre cobrem todos os estragos, pelo que aquela associação vai tentar obter apoios públicos para que os comerciante possam fazer face aos prejuízos.

"O que aconteceu é impressionante e, sem dúvida, ruinoso para os comerciantes", lamentou, lembrando, no entanto, que esta não é a primeira vez que a baixa de Albufeira sofre com as intempéries.

A região do Algarve foi no domingo fustigada por chuvas intensas que provocaram inundações em vários concelhos, nomeadamente em Loulé, Albufeira, Portimão, Olhão e Silves.

Um dos casos mais problemáticos deu-se em Albufeira, onde a Proteção Civil teve que retirar pessoas de habitações e estabelecimentos comerciais inundados.

As cheias provocaram também um número indeterminado de desalojados em Albufeira.

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