Desconfinamento

Câmara de Albufeira diz que recuo é injusto e vai piorar crise económica

Câmara de Albufeira diz que recuo é injusto e vai piorar crise económica

O presidente da Câmara de Albufeira considera que o recuo no desconfinamento é uma "injustiça" que vai piorar a atual crise económica, pedindo uma revisão da fórmula de contabilização dos casos de covid-19 nos concelhos turísticos.

"Apesar de já estarmos à espera, é uma medida injusta para o concelho e lesiva para a nossa economia, que tanto depende do turismo. Com a situação que já atravessamos, estamos perante uma catástrofe social", disse José Carlos Rolo.

Albufeira e Lisboa recuam no plano de desconfinamento e juntam-se a Sesimbra que já se encontrava no nível de risco muito elevado de incidência de covid-19, por terem registado, pela segunda avaliação consecutiva, uma taxa de incidência superior a 240 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias (ou superior a 480 se forem concelhos de baixa densidade populacional).

Para o autarca de um dos concelhos mais turísticos do país, uma solução para não penalizar os concelhos com muita população flutuante passaria por registar os casos positivos entre turistas apenas para efeitos estatísticos, não os incluindo no cálculo da taxa de incidência por cada 100 mil habitantes.

Outra solução possível, apontou o governante, seria "fazer uma estimativa do número de pessoas que estão nos locais, tendo por base os dados referentes aos consumos de água ou recolha de resíduos sólidos urbanos", sugeriu.

PUB

O presidente da Câmara de Albufeira disse ainda ter já transmitido as suas preocupações à secretária de Estado do Turismo, que "as levou" ao setor da Saúde, considerando que este recuo no desconfinamento "é mais um revés" na situação dos empresários, "já agudizado" pela retirada de Portugal da 'lista verde' do Reino Unido.

José Carlos Rolo disse também ter dirigido cartas aos ministros da Saúde e da Economia, "a fim de plasmar a grave situação da falta de receitas e as consequências para os trabalhadores, assim como a reiterada falta de apoios económicos para as empresas".

O governante pediu ao Governo que "olhe de maneira diferente" para concelhos como Albufeira, ou outros do país na mesma situação, tal como fez com os territórios de baixa densidade, em que a fórmula para calcular o nível de risco muito elevado passou a ter o referencial de 480 casos por cada 100 mil habitantes e não 240.

Em conferência de imprensa, após a reunião do Conselho de Ministros, hoje, em Lisboa, a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, disse que no nível de risco muito elevado de incidência da covid-19 estão os concelhos de Albufeira, Lisboa e Sesimbra, por registarem, pela segunda avaliação consecutiva, uma taxa de incidência superior a 240 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias (ou superior a 480 se forem concelhos de baixa densidade populacional).

Entre as regras para os concelhos de risco muito elevado estão: teletrabalho obrigatório quando as atividades o permitam; restaurantes, cafés e pastelarias podem funcionar até às 22.30 horas durante a semana e até às 15.30 horas ao fim de semana e feriados (no interior com o máximo de quatro pessoas por grupo e em esplanadas com o máximo de seis pessoas por grupo); espetáculos culturais até às 22.30 horas; casamentos e batizados com 25% da lotação; comércio a retalho alimentar até às 21 horas durante a semana e até às 19 horas ao fim de semana e feriados e comércio a retalho não alimentar até às 21 horas durante a semana e até às 15.30 horas ao fim de semana e feriados.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG