Albufeira

Salto para a piscina acaba num pesadelo de férias

Salto para a piscina acaba num pesadelo de férias

Acrobacia de animador causou ferimentos graves numa empresária do Porto, de 53 anos. Não pode viajar e acusa hotel de falta de assistência.

Uma mulher do Porto, em gozo de férias no Algarve, acusa o Hotel Mónica Isabel, em Albufeira, de falta de assistência, na sequência de um acidente numa piscina, alegadamente protagonizado por um animador de serviço, que a deixou inconsciente, com um traumatismo craniano, e a obrigou a passar toda a semana na cama, com fortes dores e quase impossibilitada de se mexer.

O acidente, testemunhado ao JN por outros hóspedes, ocorreu terça-feira, aquando de uma atividade para crianças, que consistia num jogo de polo aquático. "A certa altura, começaram a entrar adultos na piscina e o ambiente foi ficando mais agressivo, o que me inspirou algum receio", conta ao JN a empresária, que solicitou o anonimato.

O pior estava para vir. Minutos depois, conta, "um dos animadores veio a correr, deu um salto mortal e, ao cair na piscina", atingiu-a em cheio na cabeça e na coluna, fazendo-a perder, de imediato, os sentidos.

"Foram as pessoas que estavam na piscina que me socorreram, ninguém do hotel apareceu. Quando recuperei a consciência, tinha imensas dores e pensei que ia morrer, perante o pânico dos meus filhos ao verem-me neste estado", descreve, horrorizada.

A vítima foi, depois, assistida no Centro de Saúde Albufeira e, mais tarde, no Hospital de Faro, sempre acompanhada pelo marido. Ao JN, conta que os três filhos menores ficaram ao cuidado de um animador. "Só que, cerca das 23 horas, ligou-me, disse-me que o espetáculo dele tinha terminado e que teria de se ir embora. As crianças ficaram sozinhas no quarto, até cerca das três horas, quando regressámos do hospital", conta.

Por indicação médica, a mulher não está em condições de viajar de regresso a casa, nem de automóvel, nem de avião, e terá de retirar os pontos na cabeça na próxima quarta-feira. A indignação da família atingiu o limite quando, na sexta-feira, os responsáveis do hotel adiantaram que não se iriam responsabilizar pelo sucedido, que seria responsabilidade da empresa de animação e que o casal e os filhos teriam de abandonar o quarto este domingo, data em que termina a estadia inicialmente contratada.

"Obviamente que não aceitamos esta justificação e vamos avançar com queixa contra o hotel. No mínimo, vamos exigir que nos sejam pagas todas as despesas relacionadas com o acidente e uma indemnização que corresponda a uma semana de férias, que foi o que pagamos, mas não gozámos", remata o marido da vítima. "Repare que pagámos um "tudo incluído" e eu estou aqui fechada no quarto a comer o que o meu marido me traz numa pequena caixa", revela a vítima.

O JN tentou, ao longo do dia de sábado, contactar a direção da unidade hoteleira, mas nenhum responsável se mostrou disponível para prestar esclarecimentos. No entanto, já ao final da tarde e após as várias tentativas de contacto do JN, e segundo a empresária, o hotel ter-se-á comprometido a indemnizar a família.