Habitação

Demolições na praia de Faro arrancaram com revolta de morador

Demolições na praia de Faro arrancaram com revolta de morador

Arrancou, esta quarta-feira, a fase final das demolições de casas de segunda habitação da Praia de Faro, no mesmo concelho algarvio.

Na mesma praia, já foram abaixo 108 casas de segunda habitação (para férias), ficando a faltar cinco.

Estas últimas remoções fazem parte de um longo processo de demolições de casas em zonas de risco (habitações em cima das dunas), levado a cabo pela Sociedade Polis da Ria Formosa, responsável pelas empreitadas.

O processo da requalificação e renaturalização da ria tem-se vindo a arrastar há vários anos, dada a impossibilidade de efetuar obras depois do fim de maio e antes de outubro, por causa da época balnear. À complicação na logística de trabalho, aliam-se as providências cautelares interpostas pelos moradores.

As famílias de quatro das cinco casas que faltam demolir já foram realojadas (três em Faro e uma na Quarteira), depois de terem conseguido provar que as casas eram, efetivamente, de primeira habitação.

A quinta família perdeu as providências cautelares, tendo o tribunal deixado claro que a casa era de segunda habitação. José Carlos Santos, morador, mostrou-se bastante revoltado com a situação, esta quarta-feira, durante o início das demolições. Pescador, pai de três filhos, com mulher desempregada, manifestou-se contra a demolição da casa onde diz viver.

No local, além dos empreiteiros da Polis, está a Polícia Marítima de Faro.

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