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Eleita nova direção da Associação de Ciclismo de Algarve

Eleita nova direção da Associação de Ciclismo de Algarve

Seis anos depois, a Associação de Ciclismo de Algarve (ACA) volta a ter capacidade organizativa, após a Assembleia-Geral Eleitoral que se realizou este sábado e que elegeu Ricardo Rodrigues como novo presidente, sucedendo a Rogério Teixeira.

Ao ato eleitoral e votação, que decorreu online, concorreram duas listas, uma na órbita da Delegação do Algarve-Federação Portuguesa de Ciclismo (DA-FPC), que desde janeiro de 2015 geria a modalidade, e outra à anterior direção, que voltava a contar com Bernardino Caliço, o braço-direito de Rogério Teixeira, como vice-presidente.

A votação foi esmagadora, com os clubes do Algarve e Alentejo filiados na ACA a disporem de 361 votos, tendo a lista A, liderada por Ricardo Rodrigues conseguido 297 votos, contra 43 da lista B, que tinha António Duarte, como candidato a presidente. Ricardo Rodrigues, 41 anos, é um homem ligado ao ciclismo como praticante e presidente de um clube de Albufeira, sendo ainda empresário do setor das bicicletas. A posse está marcada para o próximo dia 27 de março.

Na direção eleita, além de Ana Cunha, delegada da DA-FPC, fazem parte dois ex-corredores profissionais do Clube de Ciclismo de Tavira, João Pereira e Luís Silva, sendo a Assembleia-Geral liderada por José Manuel Rodrigues, vereador da Câmara Municipal de Tavira, surgindo como vogal no Conselho de Arbitragem Marco Fernandes.

Na lista da oposição, além de Caliço, figuravam na direção Manuel Batista, outra figura do ciclismo louletano e na vice-presidência da Assembleia-Geral, Macário Correia, antigo presidente da autarquia de Tavira.

Para se chegar ao ato eleitoral, primeiro foi realizada, no passado dia 16 de janeiro, uma Assembleia-Geral Ordinária onde foram apresentadas as contas de anteriores mandatos da direção cessante, incluindo o pagamento da dívida à RTP que esteve na origem da suspensão da atividade associativa, contas que foram aprovadas por unanimidade pelos seis clubes presentes.

Na origem da "intervenção" da Federação Portuguesa de Ciclismo na ACA está uma dívida à RTP resultante da não liquidação da transmissão televisiva da Volta ao Algarve de 2012, que deu origem a um processo executivo, interposto no Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa, Juízo de Execução.

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A dívida e o consequente processo executivo movido pela televisão pública levou a que a Associação deixasse de organizar a Volta ao Algarve, que em 2013 e 2014 esteve a cargo do antigo ciclista Cândido Barbosa.

Posteriormente, a partir de 8 de janeiro de 2015, a ACA passou a estar "intervencionada", depois da assinatura de um contrato entre a estrutura associativa algarvia e a FPC, presidida por Delmino Pereira, em que "transferia temporariamente" para a égide da Federação a responsabilidade de gestão e organização até aí da estrutura presidida por Rogério Teixeira.

O acordo entre a ACA e a FPC originou a criação da DA-FPC, que passou a gerir a modalidade na região e também a organizar, anualmente, no mês de fevereiro, a Volta ao Algarve, a prova mais concorrida por equipas do Worl Tour da União Ciclista Internacional.

Relativamente à Volta ao Algarve, a joia da coroa da ACA, a nova direção defendeu no seu programa que pretende "integrar gradualmente e de uma forma muito consciente a sua organização, de forma a trazer benefício e não prejuízo a esta associação", continuando a mesma a ser organizada pela FPC.

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