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Empresa de jovens algarvios é "pioneira na produção de zaragatoas" em Portugal

Empresa de jovens algarvios é "pioneira na produção de zaragatoas" em Portugal

Daniel Varela e Joana Pedroso são dois jovens algarvios que, quando se aperceberam que podiam ajudar a combater a Covid-19, não viraram a cara à luta. Com uma empresa de prototipagem, montada há cerca de seis meses, em Loulé, decidiram pôr os seus serviços à disposição da comunidade. E assim começaram um "trabalho pioneiro, até agora, em Portugal": a produção de zaragatoas.

"Mark 6 Prototyping" é o nome da empresa de Daniel e Joana, que, desde a passada segunda-feira, 30 de março, está a produzir zaragatoas para serem usadas nos testes à Covid-19. Ambos têm 25 anos e são antigos estudantes da Universidade do Algarve (UAlg): ele de Engenharia Mecânica, ela de Marketing. Foi precisamente pela UAlg que "este autêntico desafio" começou.

"As nossas principais áreas são a investigação e desenvolvimento e a impressão em 3D. Com base nisto, e com o avanço da pandemia, decidimos perguntar à UAlg, neste caso ao CRIA, como podíamos ajudar", conta Daniel Varela.

A expetativa dos dois jovens era, por exemplo, produzir viseiras nas impressoras 3D, algo que tem sido replicado por outras entidades, mas o desafio haveria de ser outro. "O CRIA disse-nos que aquilo que estava mesmo em falta eram as zaragatoas. Então, passámos o dia a pesquisar, a fazer testes e, na passada segunda-feira [30 de março], entregámos as primeiras", explica Daniel.

Nuno Marques, presidente do Algarve Biomedical Center (ABC), também se recorda da estranheza com que os dois jovens receberam o pedido: "Lembro-me de que nos contactaram, a nós, ABC, dizendo que estavam prontos para colaborar na área da saúde. Aceitámos, como é natural, e até ficaram surpreendidos quando lhes dissemos que aquilo de que precisávamos era de zaragatoas". É que este tem sido, de facto, um dos produtos com maior carência em todo o país, como a própria ministra da Saúde já admitiu.

"Meteram logo as mãos à obra para avançar com este trabalho, contando com o nosso acompanhamento, nomeadamente da professora Isabel Palmeirim, diretora do Mestrado Integrado em Medicina da Universidade do Algarve", reconhece Nuno Marques.

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