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Fogo entrou no perímetro urbano da vila de Monchique

Fogo entrou no perímetro urbano da vila de Monchique

O fogo entrou no perímetro urbano de Monchique. As chamas estão perto do quartel de bombeiros e ameaçam o antigo convento. Uma casa ardeu.

O fogo aproxima-se de Monchique. Às 21.45 horas o fogo voltou à orla daquela vila algarvia. Uma hora depois ainda ardia na colina do Convento de Nossa Senhora do Desterro, que já estava em ruínas, e na zona habitada do Pomar Velho. Isto a menos de um quilómetro do quartel dos Bombeiros Voluntários de Monchique. Pelo menos uma casa habitada já ali ardeu.

Esta segunda frente do fogo ganhou força a partir das 21 horas, com uma mudança de vento, que impulsionou as chamas pelo lado noroeste.

Com a mudança do vento, houve alguma acalmia na frente sul, mais perto das termas de Monchique. A encosta foi consumida pelo fogo e várias casas nas imediações estiveram em risco, constatou o JN no local.

Na zona das Caldas de Monchique, a cerca de cinco quilómetros do centro de Monchique, algum do edificado já ardeu, não sendo possível aferir, de momento, se seriam casas de habitação ou outro tipo de construção.

A situação nas Termas de Monchique, a cerca de cinco quilómetros do centro da vila, está aparentemente controlada, com muitos meios no local, entre operacionais e veículos.

O incêndio que pelo quarto dia lavra em Monchique, no Algarve, voltou a agravar-se esta segunda-feira e o quadro geral da operação é neste momento "muito complexo".

"A situação infelizmente alterou-se, tínhamos uma situação mais favorável e registaram-se várias projeções, as quais tiveram um comportamento bastante violento", assumiu o segundo comandante operacional distrital da Proteção Civil de Faro, Abel Gomes.

No terreno continuam a operar cerca de 1140 operacionais, apoiados por 357 veículos e um total de 24 máquinas de rasto.

A apoiar no combate estiveram cinco helicópteros, três parelhas de aviões nacionais e três aviões espanhóis, sendo que, segundo Abel Gomes, todos estiveram ao combate e operacionais.

De acordo com aquele responsável, as zonas "muito sensíveis" que não estavam consolidadas "reativaram e com grande intensidade", o que, face à meteorologia que continua adversa, faz deste um "incêndio de grande dimensão".

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