Incêndios

Os riscos para a saúde do fumo do Algarve que se vê do espaço

Os riscos para a saúde do fumo do Algarve que se vê do espaço

O fogo que lavra desde sexta-feira, em Monchique, no Algarve provocou uma grande nuvem de fumo que foi captada pela Agência Espacial Europeia e comporta riscos de saúde para quem tem problemas respiratórios.

O astronauta Alexander Gerst, que segue a bordo da Estação Espacial Europeia captou uma imagem que demonstra o impacto do incêndio de Monchique. Na fotografia, entretanto publicada no Facebook, pode ver-se uma extensa nuvem de fumo a cobrir a mancha verde daquele que é o "pulmão" da região algarvia.

Num outro post no Facebook é percetível a ver a movimentação do fumo para sudoeste em direção ao Oceano Atlântico.

Partículas libertadas são perigosas

Apesar das imagens mostrarem apenas uma pequena parte do Algarve, em toda aquela região se sentem os efeitos do fumo. Numa altura em que o Algarve está repleto de turistas, o número de pessoas expostas ao fumo é ainda maior. "O fumo é irritante para as vias respiratórias, especialmente para quem tem problemas crónicos", explica, ao JN, Libério Ribeiro, da Sociedade Portuguesa de Alergologia Pediátrica.

"Todo o tipo de fumo é perigoso, como o que acontece com o tabaco. Nestas situações, em que há um aumento exponencial de fumo no ar, quem tem problemas, tanto de respiração como cardíacos, está mais suscetível à hiperatividade brônquica", acrescenta o especialista, que deixa um alerta: "Mesmo as pessoas saudáveis devem ter cautelas. Basta ver os bombeiros, pessoas normalmente saudáveis, e que sofrem intoxicações".

Sobre a melhor forma de proteção nestas situações, Libério Ribeiro recomenda que se fechem as janelas e se ligue o ar condicionado em casa. "Quem está na praia deve estar atento, principalmente caso surja um incêndio por perto", avisa.

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