Incêndio

Monchique cria fundo de emergência para apoiar pequenos agricultores

Monchique cria fundo de emergência para apoiar pequenos agricultores

A Câmara de Monchique criou um Fundo de Emergência para apoiar pequenos agricultores afetados pelo incêndio de sábado.

A autarquia de Monchique criou um Fundo de Emergência para apoiar os pequenos agricultores que sofreram prejuízos com o incêndio que deflagrou no concelho este sábado. O objetivo é evitar "o verdadeiro calvário burocrático" que muitos sofreram após o fogo de 2018.

A medida foi decidida esta terça-feira em reunião ordinária do executivo e por proposta do presidente da Câmara Municipal. Rui André explicou que o apoio "tem como objetivo ajudar de forma célere e pouco burocrática" os lesados "para que possam rapidamente recuperar dos prejuízos causados por este incêndio". O mecanismo destina-se aos "pequenos agricultores cujos prejuízos não ultrapassem os 500 euros e se destinem à reabilitação de sistemas de rega, substituição ou reparação de maquinaria, motores, tubagens, vedações para animais e outros".

Os agricultores já podem, desde segunda-feira, reportar os prejuízos à Direção Regional de Agricultura e Pescas Algarve, que irá avaliar a possibilidade de accionar eventuais apoios. Mas o autarca diz ter concluído que "o processo será semelhante ao dos incêndios de 2018 que foram muito burocráticos e desajustados das verdadeiras necessidades destas pessoas, levando a que muitas delas, apesar de terem apresentado as suas candidaturas com o apoio do município, tenham desistido no decurso de um verdadeiro calvário burocrático que, à partida, exclui imediatamente os prejuízos mais baixos".

Os lesados terão de apresentar os prejuízos ao município, que irá disponibilizar "de imediato o material necessário na Cooperativa Agrícola ou noutros espaços comerciais do concelho, podendo o mesmo ser levantado pelos lesados que têm um prazo máximo de 30 dias para a sua instalação".

O autarca refere, ainda, que este apoio não exclui a possibilidade de candidaturas futuras que os mesmos agricultores possam fazer para outros prejuízos e de maior valor.

No que diz respeito aos prejuízos florestais, o autarca refere que o município espera a publicação de orientações e medidas de apoio, quer ao nível de Estabilização de Emergência quer de retirada da madeira ardida e reabilitação destas áreas produtivas.

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Numa reunião com os proprietários, esta semana, foi manifestado o interesse em definir um plano integrado de gestão daquela área ardida, através da criação de uma AIGP - Área Integrada de Gestão da Paisagem, "de forma a aproveitar esta oportunidade para optimizar a produção, valorizar e requalificar os terrenos agora afetados, bem como a linha de água existente e as suas galerias ripícolas", concluiu o autarca.

O incêndio, que começou em Tojeiro, na freguesia de Marmelete, Monchique, estendeu-se ao concelho de Portimão e consumiu uma área total de 2134 hectares. No concelho de Monchique arderam 656 hectares, na maioria zonas de mato, mas também área de floresta de produção de eucalipto, sobreiro e pinheiro manso. Arderam, ainda, 33 hectares destinados a pastagens e cerca de 30 hectares de terrenos agrícolas e pomares.

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