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Madeira alagada e às escuras após dia com 24 mil relâmpagos

Madeira alagada e às escuras após dia com 24 mil relâmpagos

As chuvas fortes que afetaram o Funchal, na ilha da Madeira, causaram várias inundações que deixaram pelo menos sete pessoas desalojadas.

Segundo o meteorologista Victor Prior, registaram-se mais de 24 mil relâmpagos durante o dia na Madeira. Desses, 300 descargas positivas, 2895 negativas e que chegaram ao solo e 21408 que ocorreram no céu, entre as nuvens, explica o Jornal da Madeira.

Três aviões divergiram do Funchal para o Porto Santo, adianta o canal público de televisão. Há muitas estradas alagadas.

Chuva intensa e fortes granizadas levaram, ao final da tarde deste sábado, o Instituto Português do Mar e Atmosfera a elevar o aviso de risco para vermelho até às 21 horas de amanhã.

O Governo Regional indicou, na sua conta oficial no Facebook, que o apagão ocorreu na sequência de uma descarga elétrica que afetou o sistema da Central Térmica da Vitória, localizada na capital madeirense.

"Na sequência de uma descarga elétrica sobre a linha de transporte de 60 KV, entre a Calheta [zona oeste da ilha] e o Funchal, que provocou diversos danos, o sistema na Central Térmica da Vitória foi abaixo", refere, sublinhando que os técnicos da Empresa Eletricidade da Madeira estão a "tentar reparar os danos e a arrancar todo o sistema".

O apagão ocorreu cerca das 20:45, e no Funchal durou até cerca das 23:00, numa altura em que a costa sul e as regiões montanhosas da ilha da Madeira se encontravam sob aviso vermelho para chuva e trovoada que vigorou até 21:00.

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O corte geral eletricidade afetou também as telecomunicações na ilha.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera, que chegou a colocar parte da ilha em alerta vermelho, mantém agora o arquipélago sob aviso laranja [Madeira] e amarelo [Porto Santo] até às 12:00 de domingo, sendo que o mau tempo afeta todo o território desde a madrugada de hoje, com chuva forte, queda e granizo e trovoada.

No Funchal, duas famílias, no total de sete pessoas, foram realojadas devido à falta de condições de habitabilidade de duas casas inundadas.

As duas corporações de bombeiros do município - os Sapadores e os Voluntários Madeirenses - continuam envolvidas em operações da limpeza e sinalização de vias devido à queda de pedras e inundações, o mesmo ocorrendo com outras corporações da região.

O presidente da Câmara Municipal do Funchal, Miguel Gouveia, disse à agência Lusa que foram já registadas mais de 100 ocorrências, sobretudo inundações e pequenos incêndios em instalações elétricas, mas não há vítimas a assinalar.

Na sequência do apagão, os bombeiros foram também chamados a socorrer várias pessoas que ficaram presas em elevadores.

"A prioridade foi salvaguardar a integridade física das pessoas", realçou Miguel Gouveia.

Duas estradas nas zonas montanhosas foram encerradas por precaução, pelo Instituto de Florestas e Conservação da Natureza, devido à queda de neve.

As más condições atmosféricas afetaram também a operação no Aeroporto Internacional da Madeira, tendo dois voos oriundos do Porto divergido para o Porto Santo.

O Serviço Regional de Proteção Civil alertou, por seu lado, a população para "evitar ao máximo" a circulação na via pública, recomendado que esteja atenta à formação de lençóis de água e à ocorrência de inundações.

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