Madeira

Casa da Cultura de Santana com canais porno ativos

Casa da Cultura de Santana com canais porno ativos

A Casa de Cultura de Santana, na Região Autónoma da Madeira tinha um contrato de power-box com acesso a canais pornográficos. Mas em fevereiro passado, o presidente da Câmara Municipal local lançou o anátema sobre outra instituição. Agora teve que pedir desculpas pelo lapso.

Uma conta da power-box instalada na Casa de Cultura de Santana, na Região Autónoma da Madeira, suscitou dúvidas quando começaram a surgir as primeiras faturas. Considerava-se que as mesmas tinham preços exorbitantes. Um pedido de esclarecimento à operadora de canais cabo contratualizada permitiu saber que os preços inflacionados se deviam à ativação de diversos canais pornográficos.

O assunto chegou a debate na Assembleia Municipal local em fevereiro passado. Na altura, o presidente da Câmara Municipal de Santana, o centrista Teófilo Cunha, denunciou que a situação anómala se verificara no Centro Intergeracional da localidade. Ontem foi obrigado a retratar-se e a admitir ter-se enganado e a assumir que os canais pornográficos afinal haviam sido ativados na Casa da Cultura do concelho.

De acordo com o Diário de Notícias da Madeira o assunto foi abordado na reunião desta manhã pelo presidente do município em plena Assembleia Municipal quando confrontado pelo presidente da Junta de Freguesia do Arco de São Jorge, o social-democrata Nélio Pestana Gouveia, que não só o desmentiu como exigiu um pedido de desculpas pela tremenda gafe que o autarca centrista cometera ao ter colocado em "xeque" não só os utentes do centro intergeracional como quem dirige a instituição.

Teófilo Cunha, admitiu ter agora informações mais precisas e que essas indicavam que os amantes deste tipo de canal estavam localizados na Casa da Cultura, endereçando de seguida o pedido de desculpas aos injustamente visados. O autarca recordou que já pedido desculpas públicas, através de um edital que publicou na imprensa escrita local e que reproduziu na sua conta de Facebook, justificando o imbróglio com o facto de ter sido "induzido em erro".

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