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Câmara da Guarda pede "forte músculo financeiro" para reparar prejuízos

Câmara da Guarda pede "forte músculo financeiro" para reparar prejuízos

O presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa, disse esta segunda-feira esperar "um forte músculo financeiro" para que os prejuízos com os incêndios possam ser reparados, que no seu concelho são de "muitos milhões de euros".

"Aquilo que nós queremos é que haja uma forte vontade, um forte músculo financeiro para que seja possível fazermos todas estas intervenções que precisam de ser feitas, algumas no curto prazo, outras no médio prazo e outras no longo prazo. É muito importante", disse hoje o autarca.

Sérgio Costa [Movimento Pela Guarda] falava aos jornalistas na Quinta da Taberna, na freguesia de Videmonte, concelho da Guarda, à margem de uma reunião de representantes dos concelhos afetados pelos incêndios no Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE) com o eurodeputado social-democrata Álvaro Amaro, para preparação de um conjunto de iniciativas no âmbito das instituições europeias para minimizar os prejuízos causados pelas chamas.

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Questionado relativamente ao valor dos prejuízos que o incêndio causou no seu concelho, o autarca admitiu que são de "muitos milhões de euros".

No âmbito global da área do PNSE que foi atingida pelas chamas, lembrou que os prejuízos e os custos da reabilitação estão a ser finalizados pela Agência Portuguesa do Ambiente, pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, pelos municípios e pelo Ministério da Agricultura.

Advertiu, no entanto, que, olhando para as serras, para os montes e para os vales atingidos pelo fogo, há prejuízos "que ainda não foi possível calcular".

"Nomeadamente quanto vai custar retirar toda esta madeira [queimada] para não apodrecer na terra. Quanto é que custa replantar tudo isto. E quanto é que custa a pegada do carbono, a pegada ecológica, o mercado do carbono que, naturalmente, está associado a tudo isto. E são aqueles prejuízos impossíveis de calcular no curto prazo", explicou.

Sérgio Costa admitiu que os autarcas do PNSE querem transformar o território atingido "para voltar a ser aquilo que era aos mais diversos níveis, da agricultura, das florestas, da pecuária, do turismo".

A serra da Estrela foi afetada por um incêndio que deflagrou no dia 06 de agosto em Garrocho, no concelho da Covilhã (distrito de Castelo Branco) e que foi dado como dominado no dia 13.

O fogo sofreu uma reativação no dia 15 e foi considerado novamente dominado no dia 17 do mesmo mês, à noite.

As chamas estenderam-se ao distrito da Guarda, nos municípios de Manteigas, Gouveia, Guarda e Celorico da Beira, e atingiram ainda o concelho de Belmonte, no distrito de Castelo Branco.

No dia 25, o Governo aprovou a declaração de situação de calamidade para o PNSE, afetado desde julho por fogos, conforme pedido pelos autarcas dos territórios atingidos.

A situação de calamidade foi já publicada em Diário da República e vai vigorar pelo período de um ano, para "efeitos de reposição da normalidade na respetiva área geográfica".

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