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Desinvestimento na saúde domina pré-campanha na Guarda

Desinvestimento na saúde domina pré-campanha na Guarda

Governo abriu 1073 vagas para médicos e atribuiu apenas sete ao hospital da Guarda. A opção ignorou as carências crónicas de especialistas e incendiou o discurso político

No ano em que a Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda tinha pedido a abertura de 45 vagas para tentar suprir falhas em várias especialidades médicas nos dois hospitais (Guarda e Seia), 13 centros de saúde e duas unidades de saúde familiar, o Ministério da Saúde atribuiu 10 vagas, três das quais para médicos de saúde geral e familiar.

O presidente da Câmara, agora candidato do PSD nas próximas eleições autárquicas do dia 26 de setembro, reagiu logo e, em conferência de Imprensa convocada para o efeito, resumiu a decisão do Governo "a uma ofensa e um ataque direto e despropositado à Guarda". Referiu, a título de exemplo, que apesar de anunciadas obras na Obstetrícia e Pediatria, o Governo não abriu uma única vaga para aquelas especialidades. Ao contrário dos hospitais da Covilhã, Viseu e Castelo Branco, a Radiologia, Oftalmologia, Cirurgia e Cardiologia também não foram contempladas. Em ato contínuo, a administração da ULS comunicou que, não podendo reverter o concurso, tinha sido entretanto autorizada a contratar 15 médicos de forma direta.

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