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Doentes mentais em edifício sem saídas de emergência

Doentes mentais em edifício sem saídas de emergência

O Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental da Guarda funciona num edifício construído há mais de 100 anos e os doentes, além de falta de conforto, estão em risco, por falta de condições de segurança.

"O que temos não é deste tempo, porque não há saídas de emergência nem plano de segurança em caso de incêndio", referiu Pissarra da Costa, o médico psiquiatra que dirige a unidade. "Esperamos que não aconteça nada, mas se acontecer não temos como retirar os doentes", precisou o diretor do Departamento de Saúde Mental da Guarda, sabendo que o internamento, com capacidade para 26 utentes, está no primeiro andar de uma casa sem elevador, nem rampa de acesso com inclinação aceitável. E não é tudo. "Cada enfermaria tem três camas e apenas uma casa de banho, a sala de espera para a consulta externa só admite seis pessoas e durante a pandemia fomos forçados a improvisar, encaminhando os utentes para a garagem que temos aqui ao lado, evitando que as pessoas ficassem na rua sujeitas à chuva e ao frio", relatou também o diretor.

Pissara da Costa elencou ainda a falta de sistema de alarme e barras de apoio nas instalações sanitárias e alguns sinais de insalubridade do edifício onde há humidades e cheira mal. "Diante disto, há doentes que chegam aqui e recusam ficar internados, o que nos incomoda muito", garantiu o médico psiquiatra que dirige a unidade.

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