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Hospital da Guarda anuncia plano B depois de revelado caos na urgência

Hospital da Guarda anuncia plano B depois de revelado caos na urgência

Imagens reveladas esta quarta-feira puseram a nu a situação de rutura da Urgência Geral do Hospital da Guarda. Doentes amontoados na nave principal da urgência e nos corredores contíguos evidenciam um número excessivo de pessoas naquela que é a porta de entrada de doentes não covid na Unidade Local de Saúde (ULS).

""Há momentos em que há até doentes nos gabinetes dos médicos de serviço", disse ao JN fonte que preferiu ficar no anonimato para evitar represálias. Em resposta, a diretora da urgência do Hospital da Guarda disse aos jornalistas que haverá mudanças até ao final da semana. ""Vamos reformular novamente o espaço da urgência, retirando os doentes covid da sala dos respiratórios para colocar doentes não covid", adiantou a médica Adelaide Campos. Uma solução de recurso para dignificar a prestação de cuidados e evitar, na medida do possível, que as macas das ambulâncias dos bombeiros fiquem retidas horas a fio para desespero dos voluntários.

Macas das ambulâncias retidas horas

O episódio não é novo, mas esta terça-feira repetiu-se com quatro das seis ambulâncias dos bombeiros da Guarda paradas à porta do Hospital durante quatro a seis horas. "Traz constrangimentos muito sérios e, eventualmente, num momento ou outro, pode colocar o socorro em causa. Compreendemos a situação que se vive no hospital, mas terá que haver uma solução muto breve", atirou Paulo Sequeira, o Comandante dos Bombeiros da Guarda.

A situação foi confirmada pela diretora da urgência que salvaguarda que os doentes, embora estejam a lotar a urgência, sempre estiveram sob vigilância. "É um cenário complicado, de grande esforço, mas de controlo porque não temos aqui doentes abandonados, mas sim doentes que não estão bem acomodados", sublinhou a cirurgiã que dirige a urgência geral. "Nós não queremos os doentes assim, mas é o que neste momento podemos dar", rematou, dizendo que aguarda mais espaço e mais profissionais.

Doentes sem máscara

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O vídeo que foi divulgado esta quarta-feira mostra ainda que os doentes acamados não têm máscara. "Isto acontece porque muitos dos doentes não toleram máscaras, especialmente idosos com demência e não podemos amarrar as mãos dos doentes para não tirarem as máscaras", explicou Adelaide Campos. O contexto pandémico, quebra inclusive o protocolo de assistência em rede, porque os hospitais ditos de referência (Coimbra e Viseu) também estão lotados.

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