Guarda

Isolamento obrigatório para quem chegue do estrangeiro por Vilar Formoso

Isolamento obrigatório para quem chegue do estrangeiro por Vilar Formoso

A Autoridade de Saúde Pública na área de intervenção da unidade Local de Saúde(ULS) da Guarda determinou isolamento de 14 dias a todos quantos venham do estrangeiro e passem a fronteira de Vilar Formoso.

Sejam emigrantes portugueses ou camionistas que numa fase inicial foram autorizados a cruzar a maior fronteira terrestre do país sem restrições. "As empresas desses transportes terão certamente os seus planos de contingência e têm de colaborar", disse ao JN Ana Isabel Viseu.

A medida surge na sequência do caso da emigrante em França que no domingo passado testou positivo e levou à sinalização de 150 pessoas da aldeia de Parada, Almeida para efetuarem rastreio. A decisão abrange ainda os nacionais que cheguem à região da Guarda, sendo oriundos de outras regiões do país onde haja forte incidência da Covid-19.

É o caso de mais de uma centena de trabalhadores que vão e vêm de Felgueiras para Vilar Formoso onde decorrem as obras de ligação à autoestrada A62 em Espanha. "São focos de contágio que exigem uma ação mais direta", reforçou a médica que coordena a Saúde Pública na Guarda.

Um dia depois de ter sido acionado o plano distrital de emergência da proteção civil, a decisão que determina maior controlo sanitário é saudada pelo porta-voz daquela comissão, mas sob alguma crítica. "Já a ARS do Algarve e do Norte tinham tomados medidas idênticas e aqui a só acontece agora depois de forte pressão dos autarcas", evidenciou Carlos Ascensão apontando o dedo à alegada "passividade" da ARS do Centro.

O isolamento profilático de 14 dias dirigido especialmente a e migrantes e camionistas é particularmente aplaudido, quando acompanhado de outra medida cuja implementação está em curso. A quem entrar no país por Vilar Formoso e apresentar sintomas da Covid 19 será rastreado em local perto da fronteira a definir nas próximas horas.

"Será muito importante porque é a forma de conter esta cadeia de contagio", sublinhou Carlos Ascensão, que preside à câmara de Celorico da Beira e é, nesta altura, o porta-voz da Comissão distrital de proteção civil.

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